Primeira dama Janja. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
A primeira-dama Janja Lula da Silva revelou em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada no último sábado, 13 de setembro, que chegou a cogitar deixar Brasília e retornar a São Paulo diante da onda de ataques e críticas à sua atuação no governo.
Segundo ela, o momento mais delicado ocorreu no segundo semestre de 2024, após sua viagem à China e declarações sobre o conflito em Gaza.
“Teve um momento em que eu quis pegar a minha bolsa e as minhas cachorras e sair, voltar para a minha casa”, afirmou.
Janja destacou que enfrentou fragilidade emocional diante das pressões, especialmente após comentários feitos durante um encontro oficial com o presidente chinês, Xi Jinping, em maio de 2025. Na ocasião, ela levantou preocupações sobre o algoritmo do TikTok, o que gerou mal-estar político.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria se irritado com o vazamento do episódio à imprensa, afirmando que a pergunta inicial sobre a rede social havia partido dele e que Janja apenas havia pedido a palavra para uma observação breve.
Depois da repercussão, a primeira-dama disse ter sido alvo de machismo e misoginia.
“Eu nunca entrei na caixinha [do papel de primeira-dama]. Toda hora querem me empurrar para dentro da caixinha. E eu sempre digo: ‘ali, não. Não vou entrar nessa caixinha’”, declarou.
Na entrevista, Janja também comentou sobre as comparações feitas com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela afirmou não se preocupar com a “figura” da antecessora, mas ressaltou que sente o dever de defender o presidente Lula quando considera necessário.
“Ele não precisa de proteção. Mas eu não vou deixar ninguém atacar ele, seja homem ou seja mulher. Dependendo do nível de ataque, é óbvio que eu vou me colocar”, disse.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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