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Janja interrompe Lula em documentário e critica postura de líderes evangélicos

O documentário "Apocalipse nos Trópicos", dirigido por Petra Costa e lançado nos cinemas brasileiros em 3 de julho, destaca a relação entre religião e política no país.

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03 de julho de 2025 às 14:29   - Atualizado às 14:37

Primeira-dama Janja

Primeira-dama Janja Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O documentário “Apocalipse nos Trópicos”, dirigido por Petra Costa e lançado nos cinemas brasileiros em 3 de julho, destaca a relação entre religião e política no país, com depoimentos de líderes como Lula, Bolsonaro e Silas Malafaia. Em uma das cenas mais marcantes, a primeira-dama Janja da Silva interrompeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante uma entrevista gravada em 2022. Após Lula mencionar que pastores estariam “convencendo” fiéis a votarem em Bolsonaro, Janja contrapôs:

“tinha gente dando tiro dentro de igreja”

Ao interromper Lula, Janja criticou abertamente lideranças evangélicas e associou a religião conservadora à promoção de violência, afirmando que tiros dentro de templos representavam um alinhamento com práticas extremistas. A fala evidencia a expectativa de controle da narrativa religiosa e do papel dos evangélicos nas eleições.

Janja em posição de destaque

“Apocalipse nos Trópicos” também revela o papel cada vez mais central de Janja no governo. A primeira-dama tem organizado eventos, discursado publicamente e liderado equipes com assessores oficiais no Palácio do Planalto, o que tem gerado incômodo em setores do governo .

Diversos ministros e aliados veem sua atuação crítica como um ponto de tensão interna. Parte dessa insatisfação se dá pela falta de clareza sobre funções e agenda, já que Janja não ocupa cargo formal e, ainda assim, exerce influência considerável nas decisões presidenciais.

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Evangélicos e poder político

O documentário mostra também como o movimento evangélico cresceu politicamente — de 21,6% em 2005 para 26,9% em 2022 — e ganhou peso no Congresso, com 219 cadeiras e representação no STF via indicação de ministros. A participação evangélica é tema central no longa, que relaciona a fé ao avanço conservador durante a pandemia e além.

A cena com Lula e Janja ilustra o conflito entre a esquerda e segmentos conservadores. Lula, no documentário, admite que a campanha de Bolsonaro fez trabalho “muito eficaz” junto aos fiéis, especialmente por meio de figuras como o pastor Silas Malafaia.

Janja reforçou a crítica, acusando o uso de igrejas para promover discursos radicalizados e práticas violentas. Sua intervenção no discurso presidencial mostra que a primeira-dama busca ser reconhecida não só como figura simbólica, mas como voz ativa em temas sensíveis.

O documentário será distribuído pela Netflix a partir de 14 de julho, após passar por festivais como Veneza. A fala de Janja, nesse contexto, ganha repercussão política — trazendo à tona um debate sobre o uso da religião como instrumento de poder e os limites entre fé e Estado.

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