Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu Foto: Alan Santos/PR
O governo de Israel confirmou nesta terça-feira, 9 de setembro, que realizou um ataque aéreo em Doha, capital do Catar, contra líderes do Hamas. A ação foi conduzida pela Força Aérea israelense em conjunto com a agência de inteligência Shin Bet, segundo o porta-voz do Exército.
A operação usou armas de precisão para atingir integrantes da cúpula do grupo, que estariam reunidos na cidade. Entre os alvos, de acordo com a imprensa israelense, estava Khalil Al-Hayya, negociador do Hamas em tentativas de acordo de paz.
Fontes ligadas ao grupo informaram à Reuters e à Al Jazeera que os principais líderes sobreviveram. No entanto, segundo relato à emissora árabe, o filho de Al-Hayya morreu na explosão. Até o momento, Israel não detalhou se houve vítimas fatais confirmadas.
O ataque gerou imediata repercussão política. O governo do Catar, que atua como um dos principais mediadores nas conversas entre Israel e Hamas ao lado dos Estados Unidos, anunciou a suspensão temporária das negociações de paz.
O chanceler catariano classificou a ação como uma “violação flagrante das leis internacionais” e disse que abriria investigação sobre o episódio. Ele ainda chamou a ofensiva de “ato covarde de Israel”.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também se manifestou. Em comunicado, afirmou que o ataque constitui uma “violação da soberania territorial” e reforçou que operações militares em territórios estrangeiros devem respeitar as normas internacionais.
Israel afirmou que avisou previamente os Estados Unidos sobre a operação. O canal I24 noticiou que o governo do presidente Donald Trump teria dado “luz verde” para a ofensiva.
Após a revelação, a Embaixada dos EUA em Doha emitiu uma ordem de abrigo para cidadãos norte-americanos que vivem no Catar. Um funcionário da Casa Branca confirmou à Reuters que Trump recebeu informações prévias sobre o ataque.
Apesar disso, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a ação foi “totalmente planejada e executada” por Israel, assumindo “responsabilidade integral” pela ofensiva.
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