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Inflação faz brasileiros mais pobres reduzirem em 67% compra de alimentos, diz Datafolha

O levantamento também mostra que 25% da população afirma ter menos comida do que o necessário para viver.

Gabriel Alves

14 de abril de 2025 às 16:35   - Atualizado às 16:52

Inflação faz preço dos alimentos aumentarem de preço.

Inflação faz preço dos alimentos aumentarem de preço. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

A pesquisa do Instituto Datafolha, realizada entre os dias 1º e 3 de abril, mostra que 54% dos brasileiros atribuem ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) grande responsabilidade pelo aumento no preço dos alimentos. Além disso, o levantamento revela que 58% da população precisou reduzir a quantidade de alimentos comprados devido à inflação. Entre os mais pobres, esse índice salta para 67%.

Para 29% dos entrevistados, o governo tem apenas parte da responsabilidade pela inflação. Já 14% acreditam que Lula não possui nenhuma culpa.

Ainda segundo a pesquisa, 8 em cada 10 brasileiros mudaram algum hábito para lidar com o impacto da inflação. Entre as principais mudanças, 61% passaram a sair menos para comer fora de casa, 50% trocaram marcas de café por opções mais baratas e 49% reduziram o consumo de bebidas alcoólicas.

O levantamento também mostra que 25% da população afirma ter menos comida do que o necessário para viver. Em contrapartida, 60% dizem ter o suficiente, enquanto 13% relatam ter mais do que precisam. Esses números se mantêm estáveis em comparação à pesquisa anterior, feita em março de 2023, dentro da margem de erro.

Quando perguntados sobre outras medidas adotadas para economizar, 50% relataram a redução no consumo de água, energia elétrica e gás. Outros 47% buscaram uma nova fonte de renda. Além disso, 36% diminuíram a compra de remédios, 32% deixaram de pagar dívidas e 26% pararam de quitar contas básicas da casa.

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O Datafolha entrevistou 3.054 pessoas com 16 anos ou mais em 172 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Tebet fala preços mais baixos

A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Simone Tebet, afirmou durante o programa Bom Dia, Ministra, no dia 25 de março, que os preços dos alimentos devem baixar já nos próximos 60 dias, graças às medidas que vêm sendo adotadas pelo governo federal.

De acordo com Tebet, a alta de preços se deve a fatores como mudanças climáticas e quebras de safra, inclusive em outros países produtores.

“Os alimentos que mais subiram são aqueles produtos que são mais caros para o coração ou para o paladar do povo brasileiro, que é o ovo, o café”, disse Tebet. Mas na safra do ano que vem teremos alívio. O agronegócio brasileiro esse ano vem muito forte e dará, inclusive, sustentabilidade ao nosso PIB. Ouso dizer que vamos crescer acima das projeções que nós mesmos estamos fazendo, porque teremos uma safra muito forte que vai ajudar no crescimento, na geração de emprego e renda e no barateamento dos alimentos”, argumentou.

Segundo a ministra, o governo tem adotado “as medidas certas, na medida certa”, para, no futuro, conseguir baixar o preço dos alimentos.

“Seria muito perigoso segurar o preço agora para, depois de seis meses ou um ano, o preço explodir”, complementou ao garantir que “em 60 dias, os preços começam a cair no supermercado”.

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