Fernando Haddad. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse nesta quinta, 24 de julho, que o governo tem compromisso com as metas fiscais estabelecidas e voltou a defender as medidas que ele classifica como "de justiça tributária".
"Temos compromisso com metas fiscais, nós vamos entregar em quatro anos o melhor resultado fiscal de 2015 para cá. Já passou Temer, já passaram Meirelles e Guedes e não conseguiram resolver o problema fiscal", afirmou Haddad em entrevista à Rádio Itatiaia.
Em referência à derrubada, pelo Congresso, do decreto presidencial que aumentou alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Haddad disse que "não adianta querer aprovar uma lei impedindo de fazer justiça tributária, porque a justiça tributária está na Constituição Federal, é cláusula pétrea".
E repetiu: "O andar de cima tem que contribuir, isso não é perseguir ninguém". "Todo imposto que eles dizem que foi criado não foi criado, nós tiramos a isenção de quem ganha muito e não paga", completou o titular da Fazenda.
O decreto presidencial derrubado pelo Legislativo foi restabelecido, em sua maioria, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Haddad ainda rebateu declarações do senador Ciro Nogueira (PP-PI), lembrando que o senador foi ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), e mandou recado: "Senador Ciro Nogueira, com todo o respeito, vocês não reajustaram o salário mínimo acima da inflação em nenhum ano, com a inflação de alimentos em dois dígitos, vocês não atualizaram a tabela do Imposto de Renda".
"O especialista em lascar o povo é o Bolsonaro e o especialista em ajudar o povo é o presidente Lula, com os programas sociais que criou, com os programas de proteção que criou e com a justiça tributária", comparou Haddad.
O ministro também aproveitou para elogiar o relatório do deputado Arthur Lira (PP-AL) ao projeto que amplia a isenção de Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Lira aumentou a faixa da redução parcial do IR - dos R$ 7 mil propostos pelo governo Lula para R$ 7.350,00.
"Esses R$ 300 foram obra do relator Arthur Lira, quero reconhecer o mérito."
Estadão Conteúdo
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O resultado foi confirmado durante a apuração da Justiça Eleitoral. Com 98,16% das urnas totalizadas, Raquel registrava 53,28% dos votos válidos, enquanto João Campos tinha 44,78%.
Os candidatos integraram a mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco. A estratégia garantiu a eleição de ambos, que se juntarão à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília.
Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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