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Alef Collins propõe inclusão da Bíblia como livro paradidático nas escolas públicas e privadas

A proposta visa reconhecer o valor histórico, cultural e educacional do livro, sem ferir a liberdade religiosa garantida pela Constituição Federal.

Eduarda Queiroz

13 de maio de 2025 às 14:56   - Atualizado às 14:58

Alef Collins propõe inclusão da Bíblia como livro paradidático nas escolas públicas e privadas.

Alef Collins propõe inclusão da Bíblia como livro paradidático nas escolas públicas e privadas. Fotos: Divulgação e Reprodução

O vereador do Recife, Alef Collins (PP), deu entrada na última quarta-feira, 7 de maio, na Câmara Municipal do Recife, em um Projeto de Lei n.º 144/2025 que propõe a inclusão da leitura bíblica como recurso paradidático nas escolas públicas e privadas do Recife.

A proposta visa reconhecer o valor histórico, cultural e educacional da Bíblia, sem ferir a liberdade religiosa garantida pela Constituição Federal. 

Conforme o texto da proposição, o objetivo é permitir que o conteúdo bíblico seja utilizado como ferramenta complementar em atividades escolares, sem qualquer obrigatoriedade de participação por parte dos alunos, respeitando suas crenças e convicções individuais.

O projeto destaca ainda que a Bíblia, além de ser uma obra religiosa, reúne aspectos históricos e filosóficos fundamentais para a formação cultural dos estudantes. 

“A Bíblia é o livro mais lido, traduzido e estudado no mundo. Ela ultrapassa as barreiras da fé e se destaca como verdadeiro patrimônio da humanidade, com ensinamentos éticos e valores que ajudam a formar o caráter e a consciência social das nossas crianças e adolescentes”, enfatizou o vereador Alef Collins. 

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A proposição menciona que, em várias instituições de ensino, já são realizadas atividades voluntárias com base na educação cristã. O PL busca oferecer amparo legal para que essas práticas possam ser ampliadas e reconhecidas como instrumentos educativos legítimos. 

Ainda segundo o parlamentar, o PL não impõe nenhuma prática religiosa.

“ A nossa proposta é abrir espaço para que um livro tão rico e influente seja utilizado como apoio no ambiente escolar. Vemos tantas situações de violência nas unidades de ensino que essa prática trará benefícios”, reforçou Alef Collins. 

A iniciativa será debatida nas comissões da Câmara Municipal e depois segue para votação no plenário.

Críticas ao prefeito João Campos

O vereador Alef Collins criticou na segunda-feira, 28 de abril, os altos gastos da Prefeitura do Recife com a compra de livros, enquanto, segundo ele, os professores da rede municipal continuam recebendo salários considerados injustos. 

Educação é prioridade? Então vamos cobrar de verdade! Enquanto o prefeito gasta mais de R$1.000 por livro, nossos professores continuam recebendo salários injustos”, afirmou o vereador por meio das suas redes sociais. 

Alef também destacou que irá cobrar esclarecimentos na Câmara Municipal sobre os valores pagos pela prefeitura e reforçou seu compromisso com a valorização dos profissionais da educação.

“Superfaturamento não é educação de qualidade — é desrespeito com quem faz a educação acontecer! Na Câmara, vou exigir explicações e defender o que é certo: valorização dos professores e respeito com o dinheiro público”, continuou.

O vereador enfatizou que irá manter a pauta dos professoras no plenário da Câmara Municipal do Recife. 

“Professores, contem com meu apoio e posicionamento na Câmara em favor de vocês”, escreveu o parlamentar. 

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