Haddad e Lula e impostos sobre carros. Foto Montagem/Portal de Prefeitura
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda elevar o imposto de importação sobre veículos a partir de 2026 como forma de ampliar a arrecadação e ajudar no fechamento das contas públicas. A possibilidade aparece em projeções do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, que estima um impacto adicional de até R$ 14 bilhões na receita federal com ajustes em tarifas de importação.
A iniciativa ainda não foi formalizada em decreto ou projeto de lei específico, mas já consta em relatórios técnicos analisados no Congresso Nacional. A equipe econômica avalia alternativas para cumprir metas fiscais em um cenário de crescimento limitado e forte pressão sobre despesas obrigatórias.
Entre os produtos que podem sofrer reajuste nas alíquotas estão carros importados, além de outros bens industriais. A justificativa apresentada nas discussões envolve não apenas o aumento da arrecadação, mas também a tentativa de proteger a indústria nacional diante do crescimento das importações.
Nos últimos anos, o mercado brasileiro registrou aumento na entrada de veículos estrangeiros, especialmente de origem asiática. Representantes do setor automotivo afirmam que o movimento pressiona preços, empregos e investimentos locais, argumento que tem sido levado em conta pelo governo nas análises internas.
Especialistas alertam que um eventual aumento do imposto de importação pode encarecer veículos e afetar o consumidor final. Mesmo que a medida atinja inicialmente carros importados, o efeito pode se espalhar pelo mercado, influenciando preços de modelos nacionais e custos de produção.
O desafio, segundo analistas, será equilibrar a necessidade de arrecadar mais com o risco de reduzir o consumo e pressionar a inflação. Em um contexto de carga tributária elevada, qualquer novo imposto tende a gerar resistência no Congresso e na sociedade.
O governo reforça que a estimativa de arrecadação incluída no Orçamento não representa uma decisão final. Os detalhes sobre alíquotas, produtos atingidos e cronograma seguem em discussão entre o Executivo e parlamentares durante a tramitação da Lei Orçamentária de 2026.
Até a aprovação final, o tema deve ganhar destaque no debate econômico, especialmente por envolver um setor sensível e com impacto direto no custo de vida do brasileiro.
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