Presidente Lula. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo do presidente Lula (PT) afirmou na segunda, 31 de março, que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) espionasse a Presidência e o Congresso do Paraguai, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em depoimento à Polícia Federal, um agente da Abin afirmou que usou uma ferramenta para desenvolver um aplicativo capaz de invadir computadores do governo do Paraguai. O objetivo era obter informações sobre a negociação envolvendo a venda de energia pela usina de Itaipu, que é dividida entre o Brasil e o país vizinho. As declarações do agente foram reveladas pelo portal UOL.
O servidor confirmou que entre os alvos da Abin estavam o presidente paraguaio, o presidente do Senado e autoridades relacionadas diretamente à negociação e os valores a serem cobrados por megawatt, medida da taxa de produção ou consumo de energia.
A espionagem foi autorizada no momento em que os dois países tratavam sobre o reajuste no valor pago pelo Brasil sobre a parte da energia produzida em Itaipu, de responsabilidade paraguaia. Ainda de acordo com o depoimento do agente à PF, a ação obedeceu a solicitação do chefe da Abin no governo de Jair Bolsonaro.
No entanto, segundo o agente, a espionagem também obteve aval de Luiz Fernando Corrêa, atual chefe da Abin, que assumiu o cargo em 2023. O Itamaraty afirma que a ação foi suspensa em março de 2023, no início da atual gestão.
“O governo do presidente Lula desmente categoricamente qualquer envolvimento em ação de inteligência contra o Paraguai, país membro do Mercosul com o qual o Brasil mantém relações históricas e uma estreita parceria".
O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubéns Ramirez Lezcano, diz que não há evidências de que o Brasil realizou espionagem contra autoridades de seu país. “Não temos nenhuma evidência de que o Brasil tenha atacado nosso sistema. Todos os organismos de investigação, assim como o Mitic [Ministério de Tecnologias da Informação e Comunicação], estão conduzindo as investigações”, afirmou o ministro durante entrevista coletiva.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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