01 de novembro de 2017 às 17:44
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Desde o mês de abril deste ano, a CPI que tratava da Reforma da Previdência deu entrada nas preocupações cotidianas do cidadão brasileiro. O país acompanhou ansioso, ao longo dos meses que se seguiram, as justificativas fiscais, demográficas e políticas do Projeto Previdenciário. Os cálculos de economistas experientes ou as explicações sobre a queda de taxas de natalidade e aumento de expectativa de vida dos idosos povoaram conversas cotidianas país afora. A indignação para com alguns temas mais indigestos da Proposta de Lei – como a de se aposentar bem mais tarde que o esperado – causaram até mesmo pânico em muitos segmentos da sociedade, como Sindicatos, Representações de Classes Profissionais, Partidos Políticos, etc. Mas uma luz consideravelmente ofuscante surgiu no horizonte. No dia 23 de outubro de 2017, apenas há alguns dias atrás, a CPI da Reforma Previdenciária entregou seu relatório final. E, para a surpresa geral apontou que, nas palavras de seu Relator, o Senador Hélio José (PROS-DF), "está havendo manipulação de dados por parte do governo para que seja aprovada a reforma da Previdência". O Senador acrescentou ainda que "quando o assunto é Previdência, há uma série de cálculos forçados e irreais".Após 26 audiências públicas e depois de ouvir mais de 140 representantes de segmentos da Sociedade interessados, comprometidos com o tema ou mais diretamente atingido por ele, a CPI entregou seu parecer final. O documento de 253 páginas declara que o "maior e mais grave problema da Previdência Social vem da vulnerabilidade e da fragilidade das fontes de custeio do sistema de seguridade social". Apesar de os trabalhadores brasileiros começarem a sentir os primeiros raios de calor da “luz no fim do túnel”, o relatório da CPI precisa ser votado até dia 6 de novembro, por ser esse o término do prazo de funcionamento da Comissão. Contudo, há o que se festejar com as conclusões documentadas da Comissão Parlamentar de Inquérito. É uma vitória sua, cidadão brasileiroFonte dos dados: https://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2017/10/relatorio-da-cpi-da-previdencia-descarta-reforma-e-nao-aponta-deficit-no-sistema-1/ http://www.valor.com.br
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