Piso dos professores reajuste para 2026. Foto: Divulgação
O Piso Nacional dos Professores 2026 entrou no centro do debate público após a divulgação de que, pelas regras atualmente vigentes, o reajuste para o ano seria de apenas 0,37%, um índice simbólico e muito abaixo da inflação acumulada em 2025, estimada em cerca de 4%. O aumento, que elevaria o piso salarial de docentes com jornada de 40 horas de R$ 4.867,77 para apenas R$ 4.885,78, provocou reação de entidades e do próprio governo, que agora promete alterar os critérios de cálculo.
O índice de reajuste do Piso Nacional dos Professores 2026 está atrelado à fórmula prevista na Lei do Piso do Magistério de 2008, que vincula o aumento à variação do Valor Anual por Aluno do Fundeb (VAAF) — principal mecanismo de financiamento da educação básica. Para 2026, esse indicador registrou um crescimento de apenas 0,37%, resultando nesse reajuste mínimo.
Esse cálculo tem sido cada vez mais questionado por especialistas e representantes da categoria, justamente por não refletir a realidade da inflação e por gerar perdas reais no poder de compra dos profissionais da educação.
Em meio à repercussão negativa do índice proposto, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o governo considera o reajuste inicial “inadmissível” e trabalha para alterar o modelo de cálculo. A ideia é editar ainda em janeiro de 2026 uma Medida Provisória (MP) para reformular a regra, garantindo que o reajuste seja compatível com a inflação e assegure ganho real aos professores.
A MP deve ser publicada antes do fim do mês e seguirá para análise da Câmara dos Deputados e do Senado, onde poderá ser debatida por parlamentares e representantes da educação.
Para a categoria docente, o reajuste do Piso Nacional dos Professores 2026 é mais que uma questão salarial: representa um compromisso do Estado com a valorização da carreira e o reconhecimento da importância dos professores na formação de alunos em todo o país.
Entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) defendem que um novo método de cálculo considere a inflação anual somada a parte do crescimento real das receitas do Fundeb, o que poderia levar o índice de 2026 a patamares superiores a 6%. Já gestores estaduais e municipais têm pedido previsibilidade orçamentária para planejar suas folhas de pagamento.
O debate provocou forte mobilização nas redes e nos bastidores da educação. Professores, sindicatos e parlamentares destacam que um reajuste que não acompanha a inflação impacta diretamente o poder de compra dos profissionais e pode afetar a atratividade da carreira, principalmente em regiões com maiores desafios educacionais.
Enquanto o governo trabalha na mudança da regra, a expectativa da categoria gira em torno do anúncio oficial dos novos critérios e do valor final do piso, que deve ser definido até o fim de janeiro de 2026, prazo legal para a divulgação do índice anual.
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