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Piso dos Professores: MEC atrasa anúncio do novo valor e gera apreensão na categoria; veja

Ministério não cumpriu prazo para divulgar reajuste do magistério em 2026.

Pedão Repórter

18 de janeiro de 2026 às 18:33   - Atualizado às 18:34

Piso dos professores.

Piso dos professores. Foto: Divulgação

O Ministério da Educação (MEC) não cumpriu o prazo que havia sido anunciado para divulgar o reajuste do piso salarial nacional dos professores da educação básica. A expectativa da categoria era que o índice fosse apresentado até 15 de janeiro de 2026, mas dois dias depois, em 17 de janeiro, o governo federal ainda não havia tornado pública nem a porcentagem do aumento nem a fórmula que será utilizada no cálculo.

Esse atraso gerou apreensão entre professores, sindicatos e gestores públicos, que aguardam uma definição oficial para planejar orçamentos e garantir a valorização da carreira docente.

Atraso no anúncio e reação da categoria

O descumprimento do cronograma levou a críticas de lideranças da educação, que apontam a falta de clareza como um fator que compromete a confiança no compromisso de valorização dos profissionais da educação. A promessa anterior do MEC, feita pelo ministro Camilo Santana, era de que o reajuste seria real, ou seja, acima da inflação acumulada no ano anterior.

Dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a inflação acumulada em 2025 foi de 4,26% segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que havia alimentado a expectativa de que o piso poderia ser ajustado em patamar superior a esse percentual.

Sem a definição do índice, a categoria vive um clima de incerteza, já que a regra atual de cálculo automático — baseada, entre outros fatores, no Valor Anual Mínimo por Aluno (VAF) do Fundeb — projetaria um aumento de apenas 0,37% para 2026, um reajuste considerado simbólico pela maioria dos professores.

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Discussões em curso e possíveis mudanças na fórmula

Nos bastidores, técnicos do MEC estudam alterações na metodologia de cálculo do piso salarial do magistério. Uma das propostas em debate é a adoção de um critério híbrido, que combine a inflação anual com uma parcela do crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) dos últimos anos.

Especialistas ouvidos nos últimos dias afirmam que essa combinação poderia trazer mais previsibilidade aos reajustes e evitar oscilações consideradas inadequadas, como a estimativa de 0,37% para 2026. Algumas projeções preliminares indicam que, se aplicado um critério híbrido, o percentual de aumento poderia ultrapassar 6% — um valor mais próximo do desejado por professores e entidades sindicais.

Incerteza e impacto para estados e municípios

Enquanto o MEC não divulga a decisão final, estados, municípios e gestores públicos acompanham o tema com cautela. Além da pressão por transparência, há preocupação com o impacto orçamentário de um reajuste mais elevado, especialmente em redes de ensino que já enfrentam dificuldades financeiras.

O atraso no anúncio e a indefinição da metodologia alimentam um debate mais amplo sobre a valorização da carreira docente no Brasil e a necessidade de garantir condições salariales que acompanhem o custo de vida e as demandas da educação pública.

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