Piso dos professores. Foto: Divulgação
O Ministério da Educação (MEC) não cumpriu o prazo que havia sido anunciado para divulgar o reajuste do piso salarial nacional dos professores da educação básica. A expectativa da categoria era que o índice fosse apresentado até 15 de janeiro de 2026, mas dois dias depois, em 17 de janeiro, o governo federal ainda não havia tornado pública nem a porcentagem do aumento nem a fórmula que será utilizada no cálculo.
Esse atraso gerou apreensão entre professores, sindicatos e gestores públicos, que aguardam uma definição oficial para planejar orçamentos e garantir a valorização da carreira docente.
O descumprimento do cronograma levou a críticas de lideranças da educação, que apontam a falta de clareza como um fator que compromete a confiança no compromisso de valorização dos profissionais da educação. A promessa anterior do MEC, feita pelo ministro Camilo Santana, era de que o reajuste seria real, ou seja, acima da inflação acumulada no ano anterior.
Dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a inflação acumulada em 2025 foi de 4,26% segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que havia alimentado a expectativa de que o piso poderia ser ajustado em patamar superior a esse percentual.
Sem a definição do índice, a categoria vive um clima de incerteza, já que a regra atual de cálculo automático — baseada, entre outros fatores, no Valor Anual Mínimo por Aluno (VAF) do Fundeb — projetaria um aumento de apenas 0,37% para 2026, um reajuste considerado simbólico pela maioria dos professores.
Nos bastidores, técnicos do MEC estudam alterações na metodologia de cálculo do piso salarial do magistério. Uma das propostas em debate é a adoção de um critério híbrido, que combine a inflação anual com uma parcela do crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) dos últimos anos.
Especialistas ouvidos nos últimos dias afirmam que essa combinação poderia trazer mais previsibilidade aos reajustes e evitar oscilações consideradas inadequadas, como a estimativa de 0,37% para 2026. Algumas projeções preliminares indicam que, se aplicado um critério híbrido, o percentual de aumento poderia ultrapassar 6% — um valor mais próximo do desejado por professores e entidades sindicais.
Enquanto o MEC não divulga a decisão final, estados, municípios e gestores públicos acompanham o tema com cautela. Além da pressão por transparência, há preocupação com o impacto orçamentário de um reajuste mais elevado, especialmente em redes de ensino que já enfrentam dificuldades financeiras.
O atraso no anúncio e a indefinição da metodologia alimentam um debate mais amplo sobre a valorização da carreira docente no Brasil e a necessidade de garantir condições salariales que acompanhem o custo de vida e as demandas da educação pública.
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