Presidente Lula em coletiva. Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que "2025 é o ano mais importante do meu mandato". O presidente repetiu o mantra que tem adotado nos últimos dias e afirmou que 2025 será o ano de uma "grande colheita".
"2025 é o ano mais importante desse meu mandato, porque quando assumimos o governo a gente tinha muita clareza da dificuldade que íamos encontrar, porque era público pela divulgação de vocês que o País estava desmontado", afirmou.
"Este é o ano em que a gente começa a grande colheita de tudo o que foi plantado em 2023 e em 2024. Foi uma reconstrução das coisas do País para que ele voltasse a funcionar e voltasse a ser respeitado no mundo", completou.
Lula disse que "não queria que a transição falasse apenas do passado, mas do futuro". "Não sou daqueles que passa o governo inteiro tentando jogar a culpa no outro e não pensa o que vai fazer daqui para frente", afirmou.
O petista concede entrevista coletiva a jornalistas nesta quinta-feira, 30, no Palácio do Planalto. Esta é a primeira entrevista de Lula aos repórteres desde que o presidente trocou o comando da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O publicitário Sidônio Palmeira assumiu o lugar do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).
O presidente reconheceu a ausência nas falas com a imprensa. "Não lembro qual foi a última entrevista que dei, faz tempo. Primeiro porque em setembro bati a cabeça e depois porque em dezembro tive de fazer um procedimento. Hoje estou aqui 100% recuperado, preparado para as lutas que vierem a partir de agora Voltei a fazer ginástica, musculação, posso fazer a viagem que quiser", declarou.
Lula citou ainda um hábito do ex-presidente do México André Manuel López Obrador, as "mañaneras", entrevistas coletivas que o mexicano dava à imprensa das 6h às 8h, diariamente. O petista, no entanto, disse que "aqui no Brasil a cultura nossa não permite, porque nem vocês terão pergunta todos os dias e nem eu terei resposta todos os dias".
O presidente defendeu que "a democracia será a grande derrotada se permitirmos o crescimento da extrema-direita e fake news" e que pretende se dedicar neste ano para viajar pelo Brasil.
"Estou convencido que vamos terminar o mandato com situação extremamente positiva", reforçou, adiantando que o País deve crescer de 3,5% a 3,7% em 2024.
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