Jair Bolsonaro com a faixa de presidente. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que, caso consiga reverter sua inelegibilidade e voltar à Presidência da República, retirará o Brasil de organismos internacionais.
Bolsonaro quer seguir o exemplo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e também permitir a instalação de uma base militar americana no território brasileiro.
"Eu, se for presidente de novo, saio do BRICS [bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, entre outros países] e da OMS [Organização Mundial da Saúde]", declarou Bolsonaro à coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
O anúncio não é inédito na América Latina. O presidente da Argentina, Javier Milei, já seguiu os passos do presidente americano e retirou seu país da OMS.
Além disso, Bolsonaro também afirmou que, caso volte ao Planalto, pretende implementar um "acordo militar parrudo" com os Estados Unidos.
"Eu vou permitir que seja instalada uma base militar dos EUA ali", disse.
Embora inelegível até 2030 devido a uma decisão do TSE, Bolsonaro acredita que reverterá essa situação e disputará as eleições presidenciais de 2026.
Bolsonaro declarou que a Lei da Ficha Limpa tem sido usada para perseguir nomes da direita e defendeu sua revogação.
"Quero acabar com a Lei da Ficha Limpa", afirmou, ao lembrar que "lá atrás" votou favoravelmente ao projeto.
Ele lembrou da cassação da ex-presidente Dilma Rousseff pelo Congresso.
"resolveram fazer uma gambiarra permitindo que ela pudesse continuar com os seus direitos políticos".
O ex-presidente também citou o caso do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que as condenações em "segunda e terceira instância, que fariam com que ele [Lula] continuasse inelegível".
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A rejeição do petista oscilou de 53% para 55% em relação ao levantamento da semana passada, dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais. Já o senador manteve os 55% registrados.
Em outra pergunta, sobre a avaliação do governo, 38% dos entrevistados classificam a gestão negativamente, enquanto 32% a avaliam positivamente.
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