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Gleisi Hoffmann critica o Banco Central pela elevação da taxa Selic para 15%, a maior desde 2006

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a decisão do Banco Central do Brasil que elevou a taxa Selic nesta quarta (18).

Jameson Ramos

19 de junho de 2025 às 10:54   - Atualizado às 11:00

Gleisi Hoffmann.

Gleisi Hoffmann. Foto: José Cruz/Agência Brasil

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a decisão do Banco Central do Brasil que elevou a taxa Selic. Os juros básicos da economia subiram 0,25 pontos percentual, saltando de 14,75% para 15% ao ano - a maior desde julho de 2006.

"No momento em que o país combina desaceleração da inflação e déficit primário zero, crescimento da economia e investimentos internacionais que refletem confiança, é incompreensível que o Copom aumente ainda mais a taxa básica de juros. O Brasil espera que este seja de fato o fim do ciclo dos juros estratosféricos", publicou Gleisi em sua conta no Twitter.

Embora houvesse divisões, a decisão surpreendeu parte do mercado financeiro, que esperava a manutenção em 14,75% ao ano.

Entenda

Em comunicado, o Copom informou que deverá manter os juros em 15% ao ano nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais altas, caso a inflação suba.

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“Em se confirmando o cenário esperado, o Comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, destacou o texto.

“O comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, acrescentou o BC.

Essa foi a sétima elevação seguida dos juros básicos. A Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Esse deve ser o último aperto monetário, antes da interrupção no ciclo de alta, no segundo semestre.

De setembro do ano passado a maio deste ano, a Selic foi elevada seis vezes. Após chegar a 10,5% ao ano, de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto, três de 1 ponto percentual e uma de 0,5 ponto.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial, recuou para 0,26%, mesmo com a pressão de alguns alimentos e da conta de energia. Com o resultado, o indicador acumula alta de 5,32% em 12 meses, acima do teto da meta contínua de inflação.

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