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Gleisi Hoffmann afirma que as elites brasileiras são egoístas e buscam prejudicar o Brasil

A presidente nacional do PT também comentou que a alta histórica do dólar, que atingiu R$ 6, é culpa das "elites" que resistem às medidas anunciadas no pacote de cortes de gastos.

Isabella Lopes

30 de novembro de 2024 às 16:27   - Atualizado às 16:27

Presidente nacional do PT e deputada federal, Gleisi Hoffmann

Presidente nacional do PT e deputada federal, Gleisi Hoffmann Foto:Jefferson Rudy/Agência Senado

Neste sábado, 30 de novembro, em uma publicação na rede social X, a presidente nacional do PT e deputada federal Gleisi Hoffmann criticou a resistência das "elites brasileiras" às medidas anunciadas no pacote de cortes de gastos apresentado pelo governo Lula, que resultaram em uma alta histórica do dólar, atingindo R$ 6.

“Impressionante a resistência das elites brasileiras em apoiar a desoneração de IR [Imposto de Renda] de quem ganha até R$ 5 mil. Dizem que o mercado está chiando e aumentando o dólar por isso. Mentira, mercado chiaria de qualquer jeito, sobre qualquer programa, plano que apresentássemos, a menos que o plano fosse o deles, corte total em cima de programas sociais e dos mais pobres. Mas aí não faria sentido nosso governo”, escreveu a parlamentar no X.

Ela ainda comentou que a "elite brasileira" são egoístas e que quer prejudicar o Brasil. 

“Essa gente é tão egoísta que não se importa em prejudicar o Brasil para tentar atingir politicamente o governo de Lula”, completou Gleisi.

O ministro da fazenda, Fernando Haddad, na quinta-feira, 28 de novembro, anunciou que o imposto de rende ficará isento para que ganha até R$ 5 mil mensalmente. A medida esteve presente na campanha de Lula em 2022 e deverá passar a valer em 2026 – mas depende da aprovação no Congresso.

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O pacote anunciado também inclui cortes em benefícios militares e um pente-fino em benefícios sociais, o governo o governo espera economizar R$ 327 bilhões nos próximos cinco anos.

Alta hístórica do dólar 

Em mais um dia de turbulência no mercado financeiro, o dólar atingiu a barreira de R$ 6 pela primeira vez na história, ainda sob reflexo do anúncio do pacote de corte de gastos e do aumento do limite de isenção do Imposto de Renda, detalhados pelo governo na quinta-feira, 28 de novembro. A bolsa de valores iniciou o dia em queda, mas reverteu o movimento e encerrou em alta de quase 1%.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira, 29 de novembro, vendido a R$ 6,001, com alta de apenas 0,19%. A cotação começou o dia com tensão, chegando a R$ 6,11 na máxima do dia, por volta das 10h15, mas desacelerou após declarações do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Em valores nominais, esta é a maior cotação desde a criação do real. A divisa subiu 3,21% na semana e encerrou novembro com alta de 3,8%. O euro comercial encerrou o dia com alta de 0,41%, vendido a R$ 6,348. O Banco Central não interveio no câmbio.

No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. Após uma manhã turbulenta, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 125.668 pontos, com alta de 0,85%. Por volta das 11h30, o indicador chegou a cair 0,53%, mas reverteu o movimento e passou a subir durante a tarde.

Apesar do avanço desta sexta, a bolsa de valores perdeu 2,46% na semana, o pior desempenho semanal desde meados de setembro. Em novembro, o Ibovespa encolheu 2,9%.

O dólar zerou a alta após Rodrigo Pacheco condicionar a elevação da isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil à situação fiscal. Mais tarde, em evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Haddad afirmou que o governo pode rever medidas do pacote fiscal enviado ao Congresso, caso seja necessário.

Com informações da Agência Brasil 

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