Deputado Glauber Braga está sendo acompanhado por uma equipe médica. Foto: Divulgação
O deputado federal Glauber Braga (PSOL) completa, nesta quarta-feira, 16 de abril, uma semana em greve de fome como forma de protestar contra o processo de cassação do seu mandato. O parlamentar teria perdido cerca de 4,6 quilos.
A assessoria do psolista afirma que ele está ingerindo apenas soro, isotônico e água. Glauber está dormindo no plenário onde ocorrem as sessões do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e está sendo acompanhado por uma equipe médica. A equipe do deputado diz que ele está a cada dia mais debilitado.
Glauber Braga anunciou a greve de fome no dia 9 de abril, após o Conselho de Ética da Câmara aprovar a cassação de seu mandato. O colegiado entendeu, por maioria de votos, que o parlamentar quebrou o decoro ao agredir um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) dentro da própria Câmara, em abril de 2024. A votação terminou com 13 votos favoráveis à perda do mandato e cinco contrários.
Segundo o parlamentar, ele permanecerá sem se alimentar até que o processo seja finalizado.
A confusão envolvendo Glauber Braga e o militante do MBL ocorreu em um dos corredores da Câmara. Vídeos registraram o momento em que o deputado expulsa o homem com empurrões e chutes. As imagens circularam nas redes sociais e foram usadas pelo Partido Novo, autor da denúncia, como prova de quebra de decoro.
O relator do caso, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), defendeu a cassação ao afirmar que não tinha "dúvidas" sobre a ocorrência das agressões. Segundo ele, o comportamento de Glauber Braga ultrapassou os limites aceitáveis para um parlamentar e comprometeu a imagem da instituição.
Para que Glauber Braga perca o mandato, a decisão precisa do apoio de pelo menos 257 dos 513 deputados em votação aberta.
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Fernando Cerqueira destacou a segurança das urnas eletrônicas e recomendou conferir o local de votação, levar documento oficial e usar a cola eleitoral.
No primeiro turno, o eleitor votará para deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador, governador e presidente da República.
O crime ocorreu na quarta-feira, 30 de setembro, na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo.
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