Ministro Alexandre de Moraes, do STF. Foto: Gustavo Moreno/STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) vive mais um capítulo na saga jurídica envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesta sexta-feira (16), o ministro Gilmar Mendes negou um habeas corpus que pedia a conversão da prisão em regime domiciliar para o político, preso desde novembro de 2025.
O pedido chegou ao decano da Corte após o ministro Alexandre de Moraes se declarar impedido de analisá-lo. Moraes, que atua como presidente interino durante o recesso judiciário, apontou conflito regimental, já que é a autoridade coatora no processo.
A decisão de Gilmar Mendes destaca a inadmissibilidade da via eleita, reforçando regras processuais rigorosas do STF.
Alexandre de Moraes justificou o encaminhamento ao afirmar que não poderia julgar urgências em casos nos quais figura como autoridade coatora. "Inviável a apreciação dos pedidos formulados por esta vice-presidência", escreveu o ministro em despacho.
O recesso do Judiciário, que vai até 31 de janeiro, deixa Moraes responsável por medidas urgentes, mas sem poder decidir sobre ações que o envolvam diretamente. Essa regra evitou um possível conflito de interesses no habeas corpus de Bolsonaro.
O habeas corpus foi impetrado pelo advogado Paulo Emendabili Souza Barros de Carvalhosa, que não integra a defesa oficial do ex-presidente. No pedido, solicitava-se prisão domiciliar e inspeção do Conselho Federal de Medicina sobre as condições carcerárias.
Gilmar Mendes foi direto: o writ não foi apresentado pela defesa técnica de Bolsonaro, o que o torna inadmissível conforme o Regimento Interno do STF. "Não conheço do habeas corpus, por manifesta inadmissibilidade da via eleita", decidiu o ministro.
A negativa não entrou no mérito da saúde ou das condições de detenção do ex-presidente, preso inicialmente na Superintendência da PF em Brasília e transferido para a Papudinha. A família Bolsonaro tem alegado problemas médicos, incluindo uma queda recente, para justificar regimes mais brandos.
Essa não é a primeira tentativa. A defesa oficial já protocolou pedidos semelhantes, todos negados por Moraes, que mantém a custódia em regime fechado.
Jair Bolsonaro cumpre pena desde 22 de novembro de 2025, por decisão de Moraes, ligada a investigações sobre suposta tentativa de golpe de Estado. A condenação, de 27 anos e três meses, motivou sucessivos recursos judiciais.
O caso alimenta discussões nos bastidores de Brasília. Aliados veem na redistribuição uma chance, mas a decisão rápida de Mendes sinaliza rigidez processual. Enquanto isso, Bolsonaro segue detido, e a defesa oficial pode preparar novas estratégias.
A recusa reforça o controle do STF sobre casos sensíveis envolvendo ex-presidentes. Especialistas apontam que habeas corpus de terceiros raramente prosperam, priorizando a defesa técnica.
No recesso, decisões monocráticas como essa definem rumos urgentes. O retorno das atividades plenárias pode trazer novos ângulos ao processo de Bolsonaro.
O episódio destaca tensões entre Executivo passado e Judiciário, com olhos atentos para possíveis recursos. A prisão domiciliar segue distante, mas o histórico médico pode influenciar futuras análises.
Enquanto o STF navega por esses pedidos, o debate público sobre condições prisionais ganha força, questionando equilíbrio entre justiça e direitos humanos.
3
20:59, 12 Fev
24
°c
Fonte: OpenWeather
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
mais notícias
+