Pernambuco, 03 de Novembro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Gilmar Mendes diz que Moro e Dallagnol "roubavam galinhas juntos"

A fala do ministro ocorreu quando a Segunda Turma do STF julgou uma reclamação da Procuradoria-Geral da República contra o encerramento de uma ação contra a empreiteira Queiroz Galvão.

Isabella Lopes

12 de junho de 2024 às 18:19   - Atualizado às 18:20

Gilmar Mendes diz que Moro e Dallagnol "roubavam galinhas juntos".

Gilmar Mendes diz que Moro e Dallagnol "roubavam galinhas juntos". Gilmar Mendes diz que Moro e Dallagnol "roubavam galinhas juntos".

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse nesta terça-feira, 11, que falou para o senador e ex-juiz Sérgio Moro (União-PR), durante uma reunião particular, que ele e o ex-deputado e ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo-PR) "roubavam galinhas juntos" durante a condução da Operação Lava Jato. A fala do magistrado ocorreu quando a Segunda Turma do STF julgou uma reclamação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o encerramento de uma ação contra a empreiteira Queiroz Galvão.

? Entre no nosso grupo de WhatsApp e receba as notícias do Portal de Prefeitura no seu celular

Ao Estadão, Moro disse que não irá se pronunciar sobre a fala de Gilmar. A equipe de reportagem também procurou Dallagnol, mas não obteve retorno.

Moro e Gilmar Mendes se encontraram no gabinete do ministro no início de abril. De acordo com o senador, a conversa foi "acalorada" e o magistrado "teve resposta" a tudo o que ouviu.

Moro é réu no STF por suposta calúnia contra Gilmar Mendes

No último dia 4, Moro se tornou réu no STF após supostamente caluniar Gilmar Mendes. O caso em questão se refere a um vídeo de oito segundos, gravado em uma festa junina, em que o ex-juiz da Lava Jato aparece falando sobre "comprar um habeas corpus de Gilmar Mendes".

A denúncia foi feita pela PGR e estava parada desde maio do ano passado. Moro pode responder criminalmente por calúnia e, caso condenado a mais de quatro anos de prisão, poderá perder o mandato de senador.

Desde que a gravação veio a público, em abril de 2023, o senador negou em diversas ocasiões qualquer acusação ao ministro. Ele diz que não teve a intenção de ofender o decano do STF e que a declaração foi uma "brincadeira" tirada de contexto por "pessoas inescrupulosas".

Na tribuna do STF, o advogado Luís Felipe Cunha, que representa Sérgio Moro, afirmou que a expressão foi "infeliz", "em um ambiente jocoso", mas argumentou que não foi o senador quem editou e espalhou o vídeo nas redes. A defesa também disse que Moro tem um "imenso respeito" por Gilmar Mendes e não o acusou de vender sentenças. "Foi uma brincadeira", disse o advogado. "Nenhum fato determinado foi atribuído ao ministro", completou.

No julgamento desta terça-feira, a Segunda Turma analisou um pedido da PGR contra uma decisão de Gilmar que encerrou um processo criminal que acusava o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) de receber propinas da Queiroz Galvão.

A denúncia já havia sido rejeitada pela Segunda Turma do STF por falta de provas em agosto de 2021. Para a PGR, o processo contra a Queiroz Galvão não pode ser encerrado devido ao trancamento da ação contra Eduardo da Fonte.

Durante um voto de mais de uma hora, onde defendeu a rejeição do pedido da PGR, Gilmar Mendes criticou a atuação do Ministério Público Federal no Paraná, então liderado por Deltan Dallagnol, e da 13º Vara Federal de Curitiba, chefiada na época por Moro, durante a Operação Lava Jato.

Após o voto de Gilmar, o ministro André Mendonça pediu vista (mais tempo para analisar o processo) e paralisou o julgamento.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

23:09, 03 Nov

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Aplicativo 99.
Decisão

Justiça condena 99 a indenizar vítima estuprada após ser deixada na rua por motorista de app

Também foi determinado que a empresa custeie integralmente os tratamentos psicológicos e psiquiátricos da mulher até sua alta definitiva.

Pessoa mexendo em aplicativo de bet no celular.
Posição

Clubes de futebol criticam fim das bets em audiência pública no STF; Governo Federal ressalta danos

Em comum, os expositores disseram que os acordos com empresas de apostas foram celebrados tendo como base as regras em vigor à época.

Ministro do STF, Luiz Fux
Comentário

Luiz Fux rebate críticas a audiência pública convocada por ele sobre a proibição das bets no Brasil

O ministro disse ter ficado convencido, na ocasião, de que as apostas online são "um problema de saúde pública". Ele ainda afirmou ter formado "a percepção de que as bets devem ser banidas".

mais notícias

+

Newsletter