Pernambuco, 07 de Março de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Geraldo Alckmin critica alta dos juros de 12,25% para 2025: "Isso acaba inibindo o investimento"

O vice-presidente também disse esperar que no próximo ano, a partir das mudanças no Banco Central, exista algo "mais razoável".

Isabella Lopes

13 de dezembro de 2024 às 19:10   - Atualizado às 19:10

Vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Vice-presidente, Geraldo Alckmin. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, criticou o novo nível da taxa Selic, que foi elevada para 12,25% nesta semana, e disse esperar que no próximo ano, a partir das mudanças no Banco Central, exista algo "mais razoável".

"Então, eu espero que no próximo ano, com as mudanças aí do Banco Central, a gente tenha uma coisa mais razoável. Porque isso acaba inibindo o investimento", disse Alckmin durante agenda na Superintendência da Zona Franca de Manaus.

Em 2025, a composição do BC mudará a partir da nova presidência de Gabriel Galípolo e da posse de três novos diretores indicados pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o BC, toda a diretoria atual, inclusive Galípolo, atual diretor de Política Monetária, votaram pela elevação da Selic em um ponto porcentual na quarta-feira, 11 de dezembro.

Para Alckmin, "pior ainda" se for considerado que a elevação dos juros pelo BC foi uma resposta ao ambiente fiscal, uma vez que o aumento de um ponto porcentual na taxa eleva a dívida do governo em R$ 50 bilhões. "Me parece um equívoco", afirmou.

Para o vice-presidente, há um problema no modelo atual da política monetária, que considera os preços de energia e alimentos, suscetíveis ao clima e à geopolítica. Nesse sentido, Alckmin elogiou o sistema norte-americano que, segundo ele, não leva em consideração na sua análise esses dois itens.

Veja Também

"Nos Estados Unidos, o Federal Reserve tem duas missões. Uma missão é emprego. E a outra é controlar a inflação. Ele não leva em consideração alimento. Alimento é clima. Não vai chover porque eu aumentei os juros. É só prejudica a economia e não resolve o problema. Não é por excesso de consumo. A mesma coisa é energia", disse o ministro.

No dia da decisão do Copom, a elevação da Selic já havia sido alvo de uma moção crítica aprovada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), órgão que é presidido por Alckmin.

O posicionamento do conselho foi aprovado em reunião extraordinária e chancelado por unanimidade por representantes de 20 ministérios e de 21 entidades da sociedade civil que integram o CNDI.

Estadão Conteúdo 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

12:02, 07 Mar

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Pastor americano Jack Hibbs,
Oriente médio

Especialista em profecias bíblicas relaciona guerra no Irã ao fim dos tempos

O pastor americano Jack Hibbs aponta passagens bíblicas que, segundo ele, estariam se cumprindo nos conflitos no Oriente Médio.

Ministro Alexandre de Moraes, do STF, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Posicionamento

Escândalo Master: Moraes nega troca de mensagens com Vorcaro no dia da prisão do banqueiro

Segundo nota divulgada pelo STF, o conteúdo foi tornado público pela CPI do INSS, que recebeu o material por ordem do ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.

Lula e o Filho Lulinha.
Transferências

Pagamentos de Lulinha a contador investigado por ligação com PCC aparecem em registros bancários

Transferências feitas em 2025 ocorreram mesmo após contador ser alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo.

mais notícias

+

Newsletter