A empresa afirma que, desde a suspensão da campanha "Amostradinhos do Mês", os registros de furtos e depredações voltaram a subir, especialmente no período noturno.
Furtos em lojas da Havan aumentam após governo proibir divulgação de vídeos dos criminosos Fotos: Divulgação/Havan
Os furtos nas lojas da Havan voltaram a crescer depois que o governo, por meio da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), proibiu a divulgação dos vídeos que mostravam flagrantes de pessoas tentando levar produtos sem pagar.
A empresa afirma que, desde a suspensão da campanha “Amostradinhos do Mês”, os registros de furtos e depredações voltaram a subir, especialmente no período noturno.
A Havan havia conseguido reduzir em mais de 50% o número de furtos em suas unidades após iniciar a publicação dos vídeos nas redes sociais. O conteúdo, que exibia o rosto das pessoas flagradas pelas câmeras de segurança, tinha o slogan “Quem não quer aparecer aqui, é só não furtar” e alcançava em média 25 milhões de visualizações por mês. A ação ganhou repercussão nacional e inspirou outras lojas e pequenos comércios a adotar medidas semelhantes.
O crescimento dos furtos começou logo após a ANPD determinar a retirada dos vídeos, em julho. A agência atendeu a um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), que apontou possível violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O órgão entendeu que a exposição das imagens poderia ferir o direito à privacidade e pediu que o material fosse removido até o fim da análise do caso. A Havan recebeu notificação com previsão de multa de até R$ 50 milhões em caso de descumprimento.
Sem os vídeos, a empresa relata um cenário de insegurança. Em comunicado, a Havan informou que apenas em setembro registrou 64 ocorrências no período noturno, número que representa quase metade de todos os delitos de 2025. No acumulado do ano, a rede contabiliza 131 registros de furtos, arrombamentos e depredações. A assessoria da empresa destaca que os índices cresceram de forma significativa desde a suspensão da estratégia de divulgação.
A ação “Amostradinhos do Mês” funcionava como um alerta público. As imagens, publicadas nas redes sociais da Havan, mostravam flagrantes de pessoas tentando esconder produtos ou sair da loja sem pagar. A proposta buscava conscientizar o público e reduzir prejuízos, além de reforçar o sentimento de segurança entre funcionários e clientes. A campanha dividiu opiniões: enquanto parte dos consumidores elogiou a iniciativa, entidades jurídicas e órgãos de proteção de dados apontaram riscos à privacidade e à exposição indevida.
O caso reacendeu o debate sobre o limite entre segurança e privacidade nas relações de consumo. Desde que a ANPD suspendeu os vídeos, a Havan afirma enfrentar dificuldades para conter as ocorrências. A empresa mantém o posicionamento de que as publicações tinham caráter preventivo e ajudavam a reduzir furtos em suas unidades.
A ANPD segue analisando o processo e ainda não apresentou novas informações sobre o andamento da apuração. Enquanto isso, as lojas da rede relatam que o volume de crimes permanece alto e que os números registrados após a proibição superam os do período em que os vídeos estavam no ar.
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