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Fraude no INSS: "Quero que o crime organizado esteja na cadeia", diz Ministro de Lula

O títular da pasta da Previdência Social, Carlos Lupi, afirma que tomou decisões rápidas para defender a instituição diante das denúncias de supostas irregularidades.

Eduarda Queiroz

29 de abril de 2025 às 16:58   - Atualizado às 17:00

Presidente Lula e ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

Presidente Lula e ministro da Previdência Social, Carlos Lupi. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, afirmou nesta terça-feira, 29 de abril, que "agiu a tempo" diante das denúncias de supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com descontos ilegais em aposentadorias.

"Eu demiti um diretor que tinha, inclusive, sido superintendente em maio de 2024, pela letargia, pela demora. Eu pedi para instalar uma apuração", frisou.

Questionado por deputados na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, Lupi diz que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, avisou para que o ministro se reunisse com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e a Controladoria-Geral da União, para ele tomar conhecimento das ações que estavam acontecendo.

Lupi indicou ainda que Lula determinou que ele demitisse o presidente do INSS sob investigação, Alessandro Stefanutto, para "defender a própria instituição".

Questionado por um deputado sobre o crime organizado, Lupi afirmou que não poderia responder porque "não convive, conhece ou aceita" o mesmo. Segundo o ministro, "tem gente que banca e ganha dinheiro" com o crime.

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"Não conheço nada de crime organizado. Eu sou da base da pirâmide da sociedade [...] Quero que o crime organizado esteja na cadeia, a começar pela elite que a financia", indicou.

O ministro ainda foi cobrado sobre a destituição de investigados pertencentes a sindicatos. Sobre o tema, Lupi frisou que as entidades são autônomas e "não é um ditador" para interferir nas mesmas.

"Todas associações que tinham convênio com o INSS estão suspensas, isso nos competia, mas a destituição, nos sindicatos, não é da minha alçada", ponderou o ministro da Previdência.

Lupi cita ações tomadas para conter fraudes

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, disse, na segunda-feira, 28 de abril, que o Ministério e o INSS sempre atuaram para implementar melhorias e combater fraudes nas operações de descontos associativos.

Lupi presidiu a 312ª reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), em Brasília. O ministro citou as diversas ações que foram implantadas durante sua gestão para conter fraudes e melhorar o processo.

"Iniciamos a verificação das denúncias apresentadas em junho de 2023. Em março de 2024 aprovamos o primeiro regulamento sobre o tema. Em abril, suspendemos cautelarmente novas operações e passamos a cobrar biometria", citou ele.

Lupi falou ainda sobre a auditoria que determinou que fosse feita no âmbito do próprio INSS para apurar as denúncias sobre os descontos associativos.

"Em nenhum momento me omiti. Muito pelo contrário, agimos para tentar conter as fraudes. Este é um trabalho que precisa ser feito de modo aprofundado e com muita responsabilidade", reforçou o ministro.

Estadão Conteúdo com informações do INSS.

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