Durante uma transmissão ao vivo pelo Instagram, ele relatou como recebeu a intimação da Polícia Federal (PF) para entregar os passaportes, mas não apresentou detalhes sobre a viagem ao exterior nem sobre a organização da fuga do país.
Flávio Bolsonaro faz live de pronunciamento após fuga do Brasil. Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa pela Presidência da República na eleição de 2026, fez sua primeira manifestação pública na sexta-feira, 30 de outubro, após deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos.
Durante uma transmissão ao vivo pelo Instagram, ele relatou como recebeu a intimação da Polícia Federal (PF) para entregar os passaportes, mas não apresentou detalhes sobre a viagem ao exterior nem sobre a organização da fuga do país.
Na live, Flávio contou que esteve por aproximadamente 30 minutos na residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao deixar o imóvel, por volta das 10h30, foi informado de que precisava conversar com agentes da Polícia Federal. Segundo o senador, Jair acompanhou o momento da intimação.
Flávio afirmou que, após ser comunicado da determinação, disse ao pai: “Já sei onde eles querem chegar e já sei o que tenho que fazer”.
Em seguida, contou que voltou para casa, conversou com a esposa e decidiu fugir do Brasil.
Durante a live, entretanto, não esclareceu como organizou a viagem, quem custeou o deslocamento ou qual foi a participação de autoridades argentinas e norte-americanas.
Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos com a família na última quarta-feira (28). O deslocamento começou por via terrestre, com a saída do Brasil pela fronteira com a Argentina, e continuou em uma aeronave particular que partiu do território argentino.
De acordo com informações do governo argentino, o senador viajou acompanhado da esposa, Fernanda, e das duas filhas.
O embarque no avião privado ocorreu na noite de terça-feira (27). Durante uma escala em Guayaquil, no Equador, o plano de voo foi atualizado para Miami, na Flórida.
A aeronave pousou no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka às 9h23, pelo horário local, equivalente a 10h23 em Brasília. Os dados foram divulgados pelo site FlightRadar, que acompanha a movimentação de aeronaves.
Uma reportagem do jornal norte-americano The New York Times apontou que o jato utilizado no deslocamento de Flávio teria sido providenciado por Jason Miller, conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo a publicação, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que reside nos Estados Unidos, mantinha contato com Miller.
Ainda conforme autoridades norte-americanas ouvidas pelo jornal, Trump teria garantido a entrada de Flávio no país.
O senador teria utilizado o passaporte diplomático brasileiro, embora o documento já tivesse sido cancelado pela Polícia Federal na segunda-feira (26), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O Departamento de Estado dos Estados Unidos e fontes da Casa Branca também confirmaram ao portal UOL que o governo norte-americano pretende emitir vistos para Flávio e seus familiares.
Depois de desembarcar nos Estados Unidos, o senador publicou uma carta com declarações sobre o cenário político brasileiro.
Na primeira versão do documento, Flávio se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Posteriormente, divulgou uma nova versão, na qual passou a se definir como “líder do Brasil”.
Durante a transmissão ao vivo, ele também voltou a manifestar apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado Federal. Flávio afirmou que pretende concentrar a atuação política de seus aliados no Congresso Nacional.
A nossa trincheira, neste momento, será o Congresso Nacional, em especial o Senado Federal. A pessoa que eu vou indicar é o Rogério Marinho para a presidência do Senado Federal. Vamos cobrar dos senadores que vocês votaram para que votem em Rogério Marinho para a presidência do Senado”, declarou.
Na sequência, afirmou que a escolha seria uma maneira de construir resistência às ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Outro assunto abordado durante a live foram as acusações de supostas irregularidades no sistema eleitoral brasileiro.
Flávio voltou a levantar suspeitas de fraude nas eleições, mas não apresentou provas para sustentar as alegações.
Após a saída do senador do país, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou a legitimidade do processo eleitoral.
O Partido Liberal (PL), legenda de Flávio, também reconheceu o resultado das urnas, assim como aliados e partidos que integraram sua base de apoio.
Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa presidencial.
O petista conquistou a reeleição com 51,79% dos votos válidos, um total de 64.256.232 . Enquanto o senador obteve 48,21%, 59.826.041 votos. A diferença com vantagem de 4.392.907 votos para Lula.
No primeiro turno, Flávio havia terminado na frente, com 56.104.503 (47,03% dos válidos). Já Lula com 53.879.538 (45,16% dos válidos).
Entre o primeiro e o segundo turno, Lula conquistou 10.376.694 votos. No caso de Flávio Bolsonaro, a diferença foi de 3.721.538 votos a mais.
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Entre os capturados neste ano, estão 1.412 pessoas procuradas por crimes sexuais, incluindo estupro e abuso sexual de crianças e adolescentes.
Segundo o TSE, a diminuição no tempo de apuração dos votos se deu em razão da capacidade de processamento dos sistemas, que são atualizados a cada ciclo eleitoral.
O documento, encontrada na casa do ex-ministro Anderson Torres, previa a decretação de estado de defesa no TSE, com potencial para mudar o resultado das eleições. de 2022.
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