Senador Flávio Bolsonaro. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, defendeu nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, a realização de reformas como a administrativa e a eleitoral, mas evitou falar se trabalhará pela volta do teto de gastos, caso seja eleito presidente.
"Tem que fazer muitas reformas. Tem a reforma administrativa, tem a reforma eleitoral. A gente tem que revisitar a reforma tributária que foi feita", declarou em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan.
Sem dar detalhes, Flávio disse que trabalhará por um Estado mais enxuto, redução da burocracia e para que o governo ajude "quem quer trabalhar", dando às pessoas "uma mentalidade de poder empreender".
O senador reafirmou que manterá programas assistenciais como o Bolsa Família.
"A gente vai manter. Vamos abraçar as pessoas que precisam, porque tem muita gente que precisa dessa ajuda do governo para ter o que comer", disse.
Falou, porém, que é necessário criar uma "porta de saída" para os beneficiários de programas sociais e que um caminho é garantir que as pessoas continuem a receber o benefício por um ou dois anos após arrumarem emprego.
"O Brasil tem mais de 800 mil vagas ociosas para quem quer trabalhar, por exemplo, com inteligência artificial, tecnologia de informação. Por quê? Porque não têm qualificação. As pessoas não sabem trabalhar com isso. Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", perguntou.
Flávio evitou dizer se pretende trabalhar pela volta do teto de gastos, caso eleito.
"Não quero entrar em detalhes do que vou propor. Tem tanta gente que está estudando comigo e que vamos começar a tomar decisões juntos. Mas queremos trazer previsibilidade, trazer despesas para dentro do Orçamento", falou.
O senador voltou a defender as privatizações, mas disse que ainda precisa estudar o que será desestatizado.
"Sou muito favorável a privatizações. Uma gestão privada sempre tende a ser uma gestão focada no resultado, na qualidade do serviço prestado, mas também a gente não pode falar: vamos privatizar tudo. Tem que ver caso a caso".
O senador criticou a gestão petista sobre as estatais e citou o caso dos Correios, sem confirmar que será uma das empresas privatizadas:
"Os caras conseguiram quebrar uma empresa que tem um monopólio, que não tem concorrente".
Flávio mencionou como bons exemplos os marcos do saneamento básico e das startups e disse que, quando assumiu, Jair Bolsonaro fez um "revogaço" de medidas burocráticas e cortou cargos comissionados, além de estimular o ambiente de negócios no Brasil.
"A mentalidade tem que ser o contrário, você tem que garantir o princípio da presunção para as empresas. A gente quer uma pessoa que faz a coisa certa, só quer andar legalzinho, quer andar livre, quer pagar os seus impostos lá, sem burocracia", falou.
Estadão Conteúdo
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08:39, 13 Fev
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