Apresentação de uma das alas da escola Acadêmicos de Niterói e Michelle Bolsonaro. Fotos: Redes Sociais/Reprodução e PL/Divulgação. Arte: Portal de Prefeitura
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a criticar o desfile da Acadêmicos de Niterói, que apresentou enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Sambódromo, no domingo, 15 de fevereiro.
A manifestação foi direcionada a uma das alas da escola, que representou evangélicos dentro de uma lata de conserva durante a apresentação. Para Michelle, a encenação configurou desrespeito ao segmento religioso.
Em publicação nas redes sociais, ela classificou o desfile como escárnio e afirmou que a apresentação representaria “cultura travestida de politicagem”. A ex-primeira-dama também mencionou o princípio da laicidade do Estado ao comentar o episódio.
Veja comentário
"A fé cristã foi exposta ao escárnio em nome da cultura travestida de politicagem. Dizem que o país é laico, mas laicidade não autoriza zombaria, nem humilhação.
O que foi apresentado era conhecido, foi permitido e feriu milhões de brasileiros. Já imaginou se fosse ao contrário?
Deus, na Sua soberania, permite que cada um revele aquilo que carrega no coração. A verdade sempre vem à luz e, no tempo certo, separa o joio do trigo.
Que a Frente Parlamentar Evangélica repudie esse escárnio".
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou, no domingo, 15 de fevereiro, a representação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói. Durante o desfile, no Carnaval do Rio de Janeiro, o ex-presidente e marido de Michelle, atualmente preso, foi retratado como um palhaço encarcerado.
Em publicação nas redes sociais, Michelle reagiu à alegoria.
"Só pra registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião", escreveu, referindo-se ao atual presidente da República.
A manifestação ocorreu durante o desfile da escola na Marquês de Sapucaí, que foi a primeira a se apresentar na noite do domingo.
A escola levou à avenida o samba-enredo que celebrou Lula, destacando sua origem como operário, além de episódios marcantes da política brasileira recente.
O enredo da Acadêmicos de Niterói, além da homenagem a Lula, também incluiu sátiras a adversários políticos.
Na comissão de frente, um ator representando Jair Bolsonaro apareceu caracterizado como um palhaço e, em seguida, foi mostrado atrás de grades, em uma encenação que repercutiu nas redes sociais e gerou reações de aliados do ex-presidente.
Lula acompanhou o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes e de ministros do governo.
A primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, também esteve presente, mas não desfilou.
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As fantasias da ala "Conservadores em Conserva" representavam grupos como evangélicos, empresários do agronegócio, uma mulher rica e apoiadores da ditadura militar.
Eduardo Ribeiro afirmou nas redes sociais que o partido ajuizará uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral assim que o presidente registrar candidatura, com pedido de cassação e declaração de inelegibilidade.
O enredo "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil" , em homenagem ao presidente, foi apresentado no desfile do grupo Especial das escolas de samba do Rio de Janeiro.
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