No desfile, a comissão de frente apresentou um personagem que remetia a Temer puxando a faixa presidencial de Dilma Rousseff, lembrando o impeachment de 2016.
"A sátira política é parte da tradição do Carnaval", diz Temer sobre desfile na Sapucaí e sobre Lula Foto: Reprodução
O ex-presidente Michel Temer (MDB) se pronunciou neste domingo, 15 de fevereiro, após ser satirizado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Marquês de Sapucaí.
No desfile, a comissão de frente apresentou um personagem que remetia a Temer puxando a faixa presidencial de Dilma Rousseff, lembrando o impeachment de 2016. A cena gerou repercussão nas redes sociais e na imprensa, motivando a manifestação do ex-presidente.
Em nota, Temer destacou que reconhece a sátira política como parte do carnaval brasileiro, afirmando que o samba é espaço de fantasia e criatividade. Segundo ele, não cabe julgar a escolha de temas ou exigir rigor histórico em um enredo:
“A sátira política é parte da tradição do Carnaval. Como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida. O samba é espaço da criatividade e da fantasia, e não faz sentido cobrar rigor histórico.”
Apesar disso, Temer aproveitou para criticar o que considera irresponsabilidade fiscal atual e apontou que o enredo ignorou reformas importantes implementadas durante sua gestão, como as da previdência, trabalhista e do ensino médio. Ele disse ainda que a comparação com o passado político brasileiro evidencia uma regressão, em vez de avanços:
“O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo juros altos, endividamento público crescente e negando conquistas. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado.”
A nota reforça a posição de Temer de respeito à liberdade artística, mas também evidencia que ele pretende usar a ocasião para alertar sobre questões econômicas e políticas que considera relevantes para o país.
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Além disso, a determinação que proibiu o acesso ao horário eleitoral gratuito e que impôs a devolução de recursos usados na campanha oriundos de verbas públicas foi suspensa.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento também perguntou aos entrevistados como eles avaliam a atual gestão federal. Para 33%, o governo é considerado "ótimo" ou "bom".
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