No desfile, a comissão de frente apresentou um personagem que remetia a Temer puxando a faixa presidencial de Dilma Rousseff, lembrando o impeachment de 2016.
"A sátira política é parte da tradição do Carnaval", diz Temer sobre desfile na Sapucaí e sobre Lula Foto: Reprodução
O ex-presidente Michel Temer (MDB) se pronunciou neste domingo, 15 de fevereiro, após ser satirizado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Marquês de Sapucaí.
No desfile, a comissão de frente apresentou um personagem que remetia a Temer puxando a faixa presidencial de Dilma Rousseff, lembrando o impeachment de 2016. A cena gerou repercussão nas redes sociais e na imprensa, motivando a manifestação do ex-presidente.
Em nota, Temer destacou que reconhece a sátira política como parte do carnaval brasileiro, afirmando que o samba é espaço de fantasia e criatividade. Segundo ele, não cabe julgar a escolha de temas ou exigir rigor histórico em um enredo:
“A sátira política é parte da tradição do Carnaval. Como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida. O samba é espaço da criatividade e da fantasia, e não faz sentido cobrar rigor histórico.”
Apesar disso, Temer aproveitou para criticar o que considera irresponsabilidade fiscal atual e apontou que o enredo ignorou reformas importantes implementadas durante sua gestão, como as da previdência, trabalhista e do ensino médio. Ele disse ainda que a comparação com o passado político brasileiro evidencia uma regressão, em vez de avanços:
“O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo juros altos, endividamento público crescente e negando conquistas. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado.”
A nota reforça a posição de Temer de respeito à liberdade artística, mas também evidencia que ele pretende usar a ocasião para alertar sobre questões econômicas e políticas que considera relevantes para o país.
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Na última pesquisa, divulgada em 24 de julho, 48% rejeitavam Flávio Bolsonaro, enquanto a rejeição a Lula era de 46%. O levantaouviu 2.058 entrevistados, com 16 anos ou mais, de 18 a 20 de agosto.
Em abril, João Campos tinha 50% das intenções de voto, contra 38% de Raquel Lyra. Agora, quatro meses depois, o ex-prefeito aparece com 40%, enquanto a governadora chegou a 47%.
O levantamento realizou 2.058 entrevistas presenciais em pontos de fluxo, entre os dias 18 e 21 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
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