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"Eu sei o que é tomar água sem tratar", diz Lula ao assinar ordem de serviço em Salgueiro

A obra vai duplicar a capacidade de bombeamento de água em todo o Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco (PISF), beneficiando 237 municípios.

Everthon Santos

28 de maio de 2025 às 17:14   - Atualizado às 17:14

Lula em Salgueiro, Pernambuco, ao lado de Raquel Lyra.

Lula em Salgueiro, Pernambuco, ao lado de Raquel Lyra. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda em Salgueiro (PE) nesta quarta-feira, 28 de maio, para acompanhar obras que garantem segurança hídrica a milhões de brasileiros.

O compromisso fez parte da iniciativa do Governo Federal Caminho das Águas, que reúne mais de 70 projetos de infraestrutura hídrica no âmbito do Novo PAC, e cuja jornada começou nesta semana.

As obras levam água para abastecimento humano, produção agrícola e desenvolvimento econômico no semiárido.

Em Pernambuco, Lula participou da assinatura da ordem de serviço, no valor de R$ 491,3 milhões, para duplicar a capacidade de bombeamento de água em todo o Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco (PISF), na estação de bombeamento intermunicipal EBI3, no Ramal do Salgado.

A obra amplia a capacidade de 24,75 m³/s para 49 m³/s, e beneficia 237 municípios e cerca de 8,1 milhões de pessoas nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

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Foi anunciada também, ainda durante a cerimônia em Salgueiro (PE), a abertura de chamada pública com orçamento de R$ 10 bilhões para selecionar planos de negócios com investimentos estratégicos para o desenvolvimento econômico e social da Região Nordeste.

O presidente Lula afirmou que, toda vez que visita o Nordeste para inaugurar obras, sente uma sensação de projeto concluído, de uma graça atendida.

“Essa obra que estamos fazendo aqui não é uma invenção do Lula, é um desejo do Imperador Dom Pedro II, desde 1846. Se a gente for contar quantos anos se passaram desde 1846, são 179 anos em que se pensa em fazer a Transposição do Rio São Francisco. E por que se pensava em fazê-la? Era para fazer uma coisa simples e sagrada: o objetivo de dar aquilo que Deus dá a todo mundo, que é um copo de água para beber para 12 milhões de pessoas que viviam no Semi-Árido brasileiro. Era apenas isso”, sintetizou Lula.

“E por que eu tomei a decisão de fazer as obras? É porque eu sei o que é ir para um açude sujo pegar água para beber. Eu sei o que é colocar uma água em um pote para assentar, para não tomar ela com caramujo ou com fezes de cabrito, de cachorro, de gato, de cavalo. Eu sei o que é isso. Eu sei o que é tomar água sem tratar, sequer sem filtrar. Então, quando eu cheguei à Presidência da República, eu tinha na mente aquela imagem de gente sofrendo, andando léguas para pegar um pote de água. Eu falei que tínhamos que resolver aquele problema”, pontuou o presidente.

Para o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a data da assinatura da ordem de serviço para ampliar a capacidade das estações de bombeamento de água é mais que uma cerimônia, mas um compromisso selado com a história, com o presente, com o futuro e com o povo do Nordeste.

“Aqui em Salgueiro, no coração do Semi-Árido pernambucano, damos mais um passo para que a Transposição do Rio São Francisco cumpra sua missão integral: ser água para todos, o tempo todo, em todo o Nordeste”, colocou.

“Com essa obra, o povo passa a contar com uma estrutura permanente, previsível e soberana. A água chega quando precisa, a água que sustenta a vida, não apenas a esperança. Essa assinatura que o presidente Lula faz hoje tem peso histórico, porque ela não autoriza só o início de uma obra, ela renova a certeza de que esse país tem um projeto de presente e de futuro. E esse projeto passa invariavelmente por valorizar quem mais precisa e onde mais precisa”, complementou Waldez Góes.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que há um Nordeste antes e depois do presidente Lula.

“A gestão anterior paralisou as obras do São Francisco e o Lula está colocando essa obra de pé. O presidente começou em 2007 e precisou voltar para agora, até 2026, entregar esse grande complexo de obras, assim como vai entregar, se Deus quiser, a Ferrovia Transnordestina até o Ceará”, pontuou.

Já a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, celebrou a renovação do compromisso do presidente Lula com o povo nordestino.

“É a força de todos nós juntos que tem feito o estado de Pernambuco voltar a crescer”, disse. “E não pode a gente, que tem a honra de ser eleito com o voto do povo, achar que é normal que a gente esteja no século 21 discutindo tantas coisas que tratam de tecnologias, inovações, e gente ainda vê tantas mulheres carregando balde de água na cabeça para poder levar água para suas casas. Isso não é justo e carece muita vontade e decisão política para fazer as coisas de jeito diferente. O presidente Lula decidiu mudar os rumos da história desse povo”, sublinhou a governadora pernambucana.

O prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro, ressaltou a relevância da obra para a população salgueirense.

“Será uma obra de fundamental importância para a vida do nosso povo. Serão 8 milhões de cidadãos nordestinos que passarão a ter segurança hídrica. É verdade que hoje, ainda, vemos as águas passarem mas, com essa segurança, a água chegará para todos e para todas. E o desenvolvimento econômico vem atrelado a isso”, ressaltou.

A transposição do Rio São Francisco é considerada a maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil e da América Latina. Foi idealizada e iniciada no governo do presidente Lula, com a meta de beneficiar 12 milhões de pessoas em 390 municípios e 294 comunidades rurais. O investimento é superior a R$ 8,2 bilhões.

O projeto foi oficialmente lançado em junho de 2007, após décadas de debates sobre a necessidade de levar as águas do "Velho Chico" para regiões historicamente castigadas pela escassez de água. Foram iniciadas as principais frentes de trabalho nos dois grandes eixos — Norte e Leste —, consolidando sua autoria e compromisso com o desenvolvimento social e econômico do semiárido nordestino.

Além desses grandes canais da transposição do Rio São Francisco, outros projetos de segurança hídrica – como adutoras, ramais, reservatórios – estão espalhados pelos sertões da Bahia, Alagoas, Piauí e Maranhão, formando o Caminho das Águas.

Somando estudos e projetos em andamento, são mais de 70 ações, todas elas inscritas no Novo PAC. Todo o Caminho das Águas estará em inspeção nos meses de maio e junho, por uma comitiva liderada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

Gov.br

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