Erika Hilton rebate críticas sobre acessórios de luxo: "Os valores são todos falsos" Foto: Reprodução / Instagram
Após ser alvo de críticas nas redes sociais por posar com acessórios de grife, a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) se manifestou sobre os comentários envolvendo o suposto alto valor das peças usadas em uma foto publicada na terça-feira, 1º de julho. Questionada sobre os preços atribuídos aos itens, a parlamentar foi direta: “Os valores são todos falsos, isso não existe.”
A declaração foi dada após internautas apontarem que Erika estaria usando uma bolsa da marca italiana Bottega Veneta, modelo Padded Cassette, cujo preço pode chegar a R$ 27.420 no site oficial da grife. Em revendas de segunda mão, o item é anunciado entre R$ 15 mil e R$ 22 mil.
Além da bolsa, o look da parlamentar incluía um óculos de sol Tom Ford Bronson (avaliado entre R$ 1.500 e R$ 5.500), um tênis Adidas Sambae W Branco (de R$ 400 a R$ 800), além de blazer, saia e acessórios como colar e pulseira que não puderam ser identificados.
Nas redes, as críticas se concentraram na contradição entre o discurso político da deputada e o uso de itens de luxo. No entanto, a fala de Erika Hilton buscou descredibilizar as informações sobre os supostos valores, sugerindo que as especulações não têm base concreta.
Essa não é a primeira vez que a deputada enfrenta polêmicas relacionadas à sua imagem pública. Recentemente, ela foi questionada por manter dois maquiadores (Ronaldo Hass e Índy Montiel) como parte da equipe de seu gabinete parlamentar. A presença dos profissionais gerou debate sobre os limites entre estética pessoal e uso da estrutura pública.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) tem dois maquiadores que atuam oficialmente como secretários parlamentares em seu gabinete na Câmara dos Deputados.
Segundo registros da Casa, Índy Montiel e Ronaldo Hass, que costumam maquiar a parlamentar em eventos públicos e institucionais, possuem cargos comissionados como secretários parlamentares. Ronaldo está nomeado desde maio de 2024, com salário bruto de R$ 9.678,22.
Já Índy foi contratado em dezembro de 2023 e recebeu R$ 2.126,59 em maio. Além dos dois, o gabinete da deputada conta com outros 12 secretários.
"Cada deputado pode contratar de cinco a 25 secretários parlamentares para prestar serviços de secretaria. Eles não precisam ser servidores públicos e são escolhidos diretamente pelo deputado. O parlamentar tem direito a R$ 133.170,54 por mês para pagar os salários deles", informa a Câmara.
Os parlamentares de oposição Kim Kataguiri (União-SP) e Junio Amaral (PL-MG) protocolaram pedidos de investigação à PGR nesta terça-feira (24).
Kataguiri afirma que os maquiadores desempenham exclusivamente funções estéticas:
“Tais profissionais divulgam amplamente nas redes sociais sua atividade como maquiadores da parlamentar, com publicações frequentes registrando sessões de maquiagem em eventos públicos e privados. A própria deputada declarou que ‘sempre que podem, me maquiam’, indicando que essa atividade estética configura a principal — ou única — função exercida”.
Já Amaral destacou, em sua representação, uma reportagem do portal Metrópoles, afirmando que há “provas de que a Deputada Federal Erika Hilton (PSOL/SP) lota em seu gabinete parlamentar dois secretários parlamentares, desviando suas funções para atender a parlamentar como maquiadores, função totalmente irregular diante das atribuições de um secretário parlamentar (SP) na Câmara dos Deputados”.
Em nota publicada nas redes sociais, Erika Hilton rebateu as acusações e disse que os assessores exercem diversas funções parlamentares.
Entre exemplos, Erika cita atuação em comissões e audiências, ajuda para produzir relatórios, preparação de briefings, diálogos com a população e acompanhamento de agenda em Brasília e durante viagens.
A deputada ainda afirmou que, embora ambos sejam maquiadores, isso não interfere nas outras atuações deles no mandato e não foi o que motivou a contratação no gabinete.
Conforme o regimento da Câmara, secretários parlamentares podem exercer atividades diversas, desde que de acordo com os critérios definidos pelo parlamentar.
Da redação do Portal de Prefeitura com informações do Poder360.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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