Pablo Marçal e Guilherme Boulos. Foto: Divulgação
O influenciador digital e ex-candidato à prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), declarou que Guilherme Boulos (PSOL) deve vencer o segundo turno das eleições municipais, derrotando o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB).
A declaração foi feita em uma entrevista coletiva na noite de terça-feira, 8 de outubro, em que Marçal também afirmou que não apoiará o atual gestor da capital.
No domingo (6), logo após a divulgação dos resultados do primeiro turno, Marçal indicou que poderia apoiar Ricardo Nunes, desde que o atual prefeito se comprometesse a adotar algumas de suas propostas. No entanto, a rejeição pública por parte de Nunes e de seus aliados mudou o rumo das conversas. Em resposta, Marçal exigiu retratações públicas não apenas de Nunes, mas também do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do pastor Silas Malafaia. Sem essas retratações, o influenciador afirmou que não há possibilidade de apoiar o prefeito.
Durante a coletiva, Marçal expressou sua confiança na vitória de Boulos. Ele destacou a habilidade do candidato do PSOL em "falar a língua do povo", algo que, segundo ele, falta a Ricardo Nunes.
Marçal apontou também que Boulos, junto com o presidente Lula, tem maior capacidade de dialogar com os eleitores, enquanto Nunes e seus aliados, segundo ele, estariam apenas “brigando”. Ele criticou a postura de figuras como o pastor Silas Malafaia, mencionando que o líder evangélico teria chamado Jair Bolsonaro de "covarde", o que, para Marçal, indica um clima de descontrole entre os aliados do prefeito.
O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), disse que o ex-coach e adversário político Pablo Marçal (PRTB), terceiro colocado nas eleições de domingo, 6 de outubro, que não o quer em seu palanque, mesmo em caso do influencer lhe oferecer apoio.
“Se eu for procurado, vou dizer a ele que espero que tenha aprendido com os erros e que possa fazer uma reflexão sobre tudo o que cometeu de errado”, disse Nunes, na tarde da segunda-feira (7), em um evento para mulheres na sede de seu comitê de campanha.
No domingo (6), pouco após o resultado ser apurado na Justiça Eleitoral e estar confirmado no segundo turno, Nunes disse em uma coletiva que buscaria diálogo com o Marçal, ao concordar com a fala de uma jornalista que “apoio não se recusa”, uma expressão utilizada no meio político.
No entanto, na segunda (7), depois de um almoço com equipe da campanha, incluindo o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), Nunes mudou o tom da conversa sobre ter o adversário em seu palanque.
“Não quero conversar com ele. Eu preciso dos eleitores de Pablo Marçal, que entendam que nós temos uma batalha contra a extrema-esquerda. É um eleitorado de direita. Meu campo representa a centro-direita”, disse.
No cenário atual do 2º turno, o atual prefeito vai usar estratégia de enaltecer que o seu adversário, Guilherme Boulos (PSOL) é "extrema esquerda", enquanto fica na posição de "conservador moderado", afim de repetir a mesma tática que derrotou Boulos nas eleições passadas, vencidas por Bruno Covas, falecido em 2021, de quem Nunes era vice.
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