Ministro da Educação, Camilo Santana, e o presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O setor educacional brasileiro enfrenta um desafio histórico. Dados oficiais indicam que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu apenas 12% das 6.227 obras de educação previstas até março de 2026. Esse número inclui construções de novas unidades e projetos retomados de gestões anteriores, que estavam paralisados.
A execução lenta dessas obras agrava o déficit de vagas, pressionando famílias em todo o país. Em 2025, mais de 826 mil crianças esperavam por uma vaga em creches, enquanto 52% dos municípios relataram incapacidade de atender à demanda local.
Dentro do Novo PAC da Educação, a situação permanece preocupante. Das 2.443 propostas de novas escolas e creches, apenas uma obra foi finalizada até o momento: uma creche em Assaré (CE). Entre os projetos restantes, 1.069 estão em execução, 572 em licitação e 775 apenas cadastrados.
A execução financeira também reflete o ritmo lento: dos R$ 15 bilhões previstos, apenas R$ 1,2 bilhão foi efetivamente liberado, representando 8% do total orçado. Segundo o FNDE, o modelo descentralizado, em que estados e prefeituras são responsáveis por licitação e execução, contribui para atrasos e burocracia.
O “Pacto de Retomada de Obras” foi criado para destravar projetos antigos, mas de 3.783 pedidos, apenas 721 foram concluídos, enquanto mais de 1.200 permanecem paralisados ou cancelados. Especialistas apontam que a falta de capacidade técnica e agilidade das administrações locais é um dos principais obstáculos à execução.
O atraso afeta principalmente a educação infantil, que representa 69% dos projetos. Atualmente, apenas 41,8% das crianças de até 3 anos estão matriculadas em creches no Brasil. A falta de vagas compromete não só o acesso à educação, mas também a inserção de mães no mercado de trabalho e o desenvolvimento cognitivo da primeira infância.
Especialistas alertam que a baixa execução das obras prejudica o cumprimento de políticas públicas voltadas à educação e à igualdade de oportunidades. A coordenação entre governo federal, estados e municípios é fundamental para acelerar a entrega das escolas e creches e reduzir o déficit histórico de infraestrutura educacional.
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Nova pesquisa revela que 6 em cada 10 pernambucanos aprovam a gestão estadual; nos votos válidos, rejeição ao ex-prefeito do Recife chega a 30,1%.
A atual governadora, Raquel Lyra (PSD), apresenta uma situação melhor, sua rejeição em votos válidos é de apenas 15,2%.
No entanto, o número mais impactante deste recorte é o de indecisos: 66,7%. Dois em cada três pernambucanos ainda não têm um nome gravado na memória para a disputa de 2026.
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