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Apoio a Lula é menor entre jovens e acende alerta para futuro da esquerda, diz CEO da AtlasIntel

Pesquisa mostra apenas 24,2% de apoio à reeleição de Lula entre eleitores de 16 a 24 anos, enquanto índice chega a 56,8% entre idosos.

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16 de março de 2026 às 14:50   - Atualizado às 14:57

LULA E CEO da AtlasIntel

LULA E CEO da AtlasIntel Foto: Divulgação

Uma análise divulgada pelo instituto AtlasIntel indica que o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é significativamente menor entre os eleitores mais jovens do país. Os dados foram comentados pelo CEO da empresa, Andrei Roman, que avalia que o cenário pode representar um desafio para o futuro político da esquerda no Brasil.

De acordo com levantamento da AtlasIntel, apenas 24,2% dos eleitores entre 16 e 24 anos afirmam apoiar a reeleição de Lula. Em contraste, o maior índice de apoio aparece entre os brasileiros com 60 anos ou mais, grupo no qual o presidente registra 56,8% das intenções de voto.

A diferença entre as faixas etárias mostra uma tendência: quanto mais jovem o eleitor, menor tende a ser o nível de apoio ao atual presidente.

Falta de conexão com os jovens

Para Andrei Roman, os números refletem uma dificuldade da esquerda brasileira em dialogar com as novas gerações. Segundo ele, existe uma desconexão entre o discurso político do governo e as mudanças nas prioridades e preocupações dos jovens.

“Há uma falta de adequação às mudanças da sociedade, à agenda e às preocupações dos jovens”, afirmou.

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Roman avalia que parte desse distanciamento ocorre porque as principais marcas do atual governo retomam programas e discursos já utilizados em mandatos anteriores.

“As principais marcas de Lula 3 são antigas. Ainda falamos de Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. É um governo que não se reinventou e que está muito próximo do discurso que Lula tinha há mais de uma década”, disse.

Diferença entre gerações

Na avaliação do CEO da AtlasIntel, o comportamento político entre jovens e idosos tende a seguir padrões diferentes. Ele explica que eleitores mais velhos geralmente já possuem uma orientação política consolidada ao longo da vida.

Por outro lado, os jovens ainda estão formando suas visões políticas e avaliando as propostas que consideram mais alinhadas com suas expectativas.

Segundo Roman, quando o discurso político não dialoga diretamente com as preocupações dessa geração — como oportunidades econômicas, transformações tecnológicas e novas pautas sociais — o engajamento tende a ser menor.

Impacto para o futuro político

A análise também levanta questionamentos sobre a capacidade da esquerda de renovar sua base de apoio no longo prazo.

Para Roman, a construção de uma base sólida entre jovens é essencial para a continuidade de qualquer projeto político.

“Se você não constrói uma base política sólida entre os mais jovens, surge a pergunta: quem vai levar esse projeto político adiante no futuro?”, afirmou.

O especialista conclui que os dados indicam a necessidade de renovação de discurso e de propostas voltadas às novas gerações, caso partidos de esquerda pretendam manter influência política nas próximas décadas.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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