Vereador do Recife Eduardo Moura. Foto: Carlos Lima/ CMR
O vereador Eduardo Moura (Novo) criticou a aprovação do voto de aplauso concedido ao jornalista Fernando Morais pelo lançamento do livro Lula – Volume 2, durante sessão da Câmara Municipal do Recife.
Ao justificar voto contrário ao requerimento, nesta terça-feira (19), o parlamentar afirmou que o Legislativo municipal deveria priorizar problemas da capital pernambucana, em vez de debates ligados à política nacional.
A homenagem, apresentada pela vereadora Liana Cirne (PT), destacou a obra sobre a trajetória política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua contribuição para a memória política do país.
Durante a discussão em plenário, Eduardo questionou o mérito da homenagem e criticou o que classificou como um “desvio das prioridades” da Câmara.
“Qual a contribuição de Lula para a memória histórica e política do Brasil? O que é que Lula fez pelo Brasil?”, questionou o vereador. Em seguida, acrescentou: “Endividou o Brasil. Temos escândalo do INSS, desvio de dinheiro de aposentados, escândalo do Banco Master; STF que virou banco de negócios. Qual a contribuição de Lula para o Brasil?”.
Eduardo afirmou que sua principal objeção ao requerimento estava relacionada ao papel institucional da Câmara Municipal do Recife. Segundo ele, o plenário municipal deveria concentrar esforços em pautas diretamente ligadas à realidade da cidade.
“Isso aqui é casa para discutir o Recife. Nós somos pagos pelo povo do Recife para discutir a cidade do Recife”, afirmou. Em seguida, o vereador citou problemas urbanos da capital, como falta de saneamento, áreas de risco e infraestrutura precária. “Cidade cheia de buraco, 60% do Recife não tem saneamento básico. O povo morrendo com barreiras caindo.”
O vereador também criticou o tempo dedicado a debates nacionais enquanto, segundo ele, problemas estruturais da capital permanecem sem solução.
“Nós somos pagos pelo povo do Recife para discutir a cidade do Recife. Cada vereador daqui recebe R$ 17.200 para discutir a cidade do Recife, um dinheiro pago suado pelo imposto do povo do Recife para estar perdendo tempo aqui com babação de político nacional”, declarou.
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O resultado foi confirmado durante a apuração da Justiça Eleitoral. Com 98,16% das urnas totalizadas, Raquel registrava 53,28% dos votos válidos, enquanto João Campos tinha 44,78%.
Os candidatos integraram a mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco. A estratégia garantiu a eleição de ambos, que se juntarão à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília.
Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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