Os números apresentados pelo vereador coincidem com os dados do relatório de fiscalização e análise documental elaborado pelo gabinete parlamentar.
18 de maio de 2026 às 15:11 - Atualizado às 15:37
Vereador Eduardo Moura (Novo). Fotos: Bruno Vila Nova/Arquivo Portal de Prefeitura e Mário Carvalho/TV Globo. Montagem: Portal
O vereador Eduardo Moura (Novo) afirmou nesta segunda-feira, 18 de maio, na tribuna da Câmara Municipal do Recife, que a gestão municipal deixou de executar obras de contenção em áreas críticas de Passarinho mesmo após contratar uma intervenção milionária para o Córrego do Carroceiro.
Durante o discurso, o parlamentar destacou que a gestão municipal teve autorização para contratar um empréstimo superior a R$ 62 milhões, reservou R$ 8,5 milhões para obras na área fiscalizada, mas, segundo ele, “zero” foi executado até agora.
“Sabe quanto foi destinado somente para aquela rua que eu falei agora? R$ 8.510.856,91. Oito milhões e meio de reais”, declarou. Apesar da previsão orçamentária, Eduardo Moura afirmou que as obras seguem sem execução física. “Sabe quanto foi aplicado? Zero”, disse na tribuna.
O parlamentar também criticou a demora para início das intervenções e afirmou que a Prefeitura ainda não apresentou Ordem de Serviço para a obra.
“Em dezembro de 2024, sabe qual era o prazo para aplicar esse dinheiro e começar a fazer as obras? Dez meses. Ou seja, em setembro de 2025 tinham que ter pelo menos começado as obras. Mas nem ordem de serviço tem”, afirmou.
Os números apresentados pelo vereador coincidem com os dados do relatório de fiscalização e análise documental elaborado pelo gabinete parlamentar. O documento aponta que a URB Recife estimou em R$ 8.510.856,91 o custo total das obras de contenção e estabilização de encostas no chamado “Novo Lote 16”, em Passarinho.
Segundo o relatório, a licitação foi concluída e resultou na assinatura do Contrato nº 010/2026, em março deste ano, com o Consórcio Passarinho, formado pelas empresas DRV Engenharia LTDA e CTV Engenharia S.A., pelo valor final de R$ 6.383.142,69.
Apesar da contratação formal, o documento afirma que não foram localizados registros de Ordem de Serviço, boletins de medição, diário de obra ou qualquer outro documento que comprove o início da execução física da intervenção.
Durante o discurso, Eduardo Moura relacionou a ausência das obras ao agravamento da situação enfrentada pelos moradores da comunidade após as chuvas recentes.
“Na mesma rua, seis barreiras caíram”, afirmou ao relatar a fiscalização realizada no entorno da 4ª Travessa Córrego do Carroceiro. Segundo o parlamentar, as ocorrências foram registradas em diferentes pontos da comunidade e atingiram diretamente famílias que precisaram abandonar as residências às pressas.
“Na segunda travessa, uma barreira cedeu, e um pai, com duas filhas pequenas e um bebê, teve que sair às pressas de casa. A barreira continua lá. Vai cair e vai levar a família que mora embaixo”, declarou. O vereador também relatou o caso de outra família atingida pelo avanço da lama. “Uma família inteira, inclusive a mãe, com três filhos e três netos, teve que sair. A lama invadiu a casa dela”, disse.
Em outro trecho da fiscalização, Eduardo Moura afirmou que o deslizamento destruiu acessos utilizados pelos moradores da comunidade. “A barreira caiu e levou o caminho para onde passavam os moradores. Tem uma senhora de 71 anos que não tem por onde ser socorrida e uma grávida de nove meses que não tinha por onde passar”, afirmou.
Os relatos apresentados na tribuna complementam a fiscalização realizada pelo parlamentar na última quarta-feira, 13 de maio, quando percorreu áreas interditadas, escadarias comprometidas pela erosão e pontos de encosta cobertos por lonas após as chuvas.
Durante a vistoria, Eduardo Moura mostrou imagens de barreiras parcialmente desmoronadas e voltou a questionar a eficácia das medidas emergenciais adotadas atualmente pelo município. “Há 15 anos os moradores têm requerimentos para aquelas barreiras. Quinze anos. Se você voltar para trás, praticamente toda a gestão do PSB, desde Geraldo Julio até agora, nada foi feito”, declarou.
Ao encerrar o pronunciamento, Eduardo Moura responsabilizou a gestão municipal pela demora nas intervenções e afirmou que a situação das encostas em Passarinho evidencia falhas históricas na política de prevenção de deslizamentos no Recife.
“A verdade é que os fatos mostram que o Recife foi negligenciado e que mais mortes vão acontecer por conta dessa negligência”, afirmou.
1
2
3
4
19:13, 03 Ago
24
°c
Fonte: OpenWeather
Corte manteve multa de R$ 2 mil aplicada a um candidato a vereador de Caruaru e entendeu que veículos usados em aplicativos são bens de uso comum.
A declaração foi feita durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada em São Paulo, evento que oficializou sua candidatura à reeleição nas eleições de 2026
Por unanimidade, plenário entendeu restrição é inconstitucional e que a medida não vai causar transtorno fiscal.
mais notícias
+