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Eduardo Moura critica venda de precatórios do Recife e aponta prejuízo de R$ 124 milhões na educação

"Com esse dinheiro dava para construir 31 creches escola, Pedro José Mendes Filho, que atende (cada uma) a 300 crianças", disse o vereador.

Isabella Lopes

10 de novembro de 2025 às 13:34   - Atualizado às 13:53

Vereador Eduardo Moura.

Vereador Eduardo Moura. Foto: Divulgação.

Durante a sessão plenária desta segunda-feira, 10 de novembro, na Câmara Municipal do Recife, o vereador Eduardo Moura (NOVO) criticou a venda de precatórios da prefeitura para o Banco Itaú. Segundo o parlamentar, a operação representou um prejuízo para os cofres municipais de R$ 124 milhões, montante que deveria ser destinado à educação e aos professores da rede.

Em seu pronunciamento, Moura afirmou que o Recife vai começar 2026 com uma dívida de R$ 1,5 bilhão e que não pode continuar colecionando perdas financeiras.

O vereador lamentou que a gestão atual tenha vendido R$ 567,1 milhões em precatórios por R$ 443,4 milhões, entregando uma diferença de R$ 124 milhões ao banco como lucro em três anos.

“Essa dívida ia ser paga a partir do ano que vem. A prefeitura ia receber 40% desse valor em 2026, 30% em 2027, e mais 30% em 2028. O problema é que esse valor não vinha para a eleição, por isso é que o prefeito fez a manobra para vender esse dinheiro. Um deságio de 21,81%”, criticou.

O líder do NOVO na câmara ainda disse que os recursos deveriam beneficiar a área da educação, sendo R$ 63,5 milhões para os professores e o restante para melhorias estruturais da rede com um todo. Segundo ele, os mais de R$124 milhões perdidos na transação seriam suficientes para construir dezenas de novas unidades de ensino.

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“Com esse dinheiro dava para construir 31 creches escola, Pedro José Mendes Filho, que atende (cada uma) a 300 crianças; dava pra construir 68 creches escola Irmã Sininha, e 41 creches escola Sebastião Barreto Campello. Dava até pra construir um Hospital da Criança”, diz o vereador.

Durante o discurso, Moura traçou um paralelo histórico com gestões anteriores da família Campos/Arraes. Ele lembrou que quando Miguel Arraes, bisavô de João Campos, era governador do estado e o pai do prefeito, Eduardo Campos, era secretário da Fazenda de Pernambuco, também houve venda de precatórios com prejuízo para os cofres do governo.

“Sabe de quanto foi o deságio na época? De R$ 100 milhões. Tal pai, tal filho”, afirmou o Moura, destacando que Eduardo Campos foi absolvido pelo STF em 2003, mas condenado administrativamente em 2009 pelo Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.

O vereador finalizou reforçando sua insatisfação com o prejuízo milionário para uma área tão importante da cidade como a educação.

"Não foram só os professores que foram atingidos, e sim toda a educação do Recife. Os R$ 124 milhões entregues ao banco dariam para construir 68 creches”, concluiu Moura em tom de revolta.

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