Eduardo Moura pede fortalecimento da Guarda Municipal do Recife. Foto: Divulgação
O vereador do Recife e candidato a deputado federal Eduardo Moura (NOVO) criticou a atuação do poder público no combate à violência contra as mulheres durante discurso na tribuna da Câmara Municipal do Recife. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira, 13 de agosto, o parlamentar questionou medidas de conscientização e defendeu ações que, segundo ele, possam ampliar a proteção das vítimas.
Durante a fala, Eduardo Moura classificou algumas iniciativas como “quiquiqui” e afirmou que elas não produzem mudanças efetivas no enfrentamento à violência contra a mulher. O vereador citou como exemplo o Banco Vermelho, símbolo internacional de conscientização e enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres.
Os bancos aparecem instalados em praças e outros locais públicos de grande circulação. Eles trazem frases de reflexão e números de emergência como parte das ações de conscientização sobre a violência contra a mulher.
Eduardo Moura afirmou que o poder público precisa concentrar esforços em medidas de segurança. Entre as propostas apresentadas pelo vereador estão o aumento do número de guardas municipais nas ruas, a ampliação do uso de botões de pânico e o armamento da Guarda Municipal do Recife.
Durante o discurso, Eduardo Moura também defendeu o reforço da Patrulha Maria da Penha. O vereador sugeriu que os parlamentares se unam para solicitar a presença de mais 80 guardas municipais na patrulha.
A proposta apareceu durante uma crítica do vereador à efetividade das medidas de proteção às mulheres vítimas de violência. Eduardo questionou a existência de leis quando, na avaliação dele, faltam agentes para garantir o cumprimento das medidas.
“Tivemos a comemoração, entre aspas, da lei Maria da Penha na semana passada. E aí, serve? Serve não. Adianta o que ter a lei se não tem quem cumpra”, afirmou.
Na sequência, o vereador apresentou um exemplo de situação envolvendo uma mulher ameaçada e agredida pelo companheiro. Segundo Eduardo, mesmo quando a polícia prende o agressor e o encaminha para uma delegacia, a vítima pode continuar exposta ao risco após a liberação do homem.
O parlamentar utilizou esse exemplo para defender o fortalecimento das ações de segurança voltadas às mulheres.
O Banco Vermelho também entrou na crítica feita pelo vereador. Eduardo classificou a instalação dos equipamentos entre iniciativas que, segundo ele, não representam uma ação suficiente para combater a violência contra as mulheres.
“Quiquiqui é fazer vigília, banco vermelho, voto de aplauso... isso aí serve de nada”, declarou.
O Banco Vermelho integra ações de conscientização sobre feminicídio e violência contra a mulher. A iniciativa utiliza espaços públicos para chamar a atenção da população para o problema e divulgar informações de emergência.
Além de ampliar o efetivo da Guarda Municipal, Eduardo Moura defendeu a utilização de mais botões de pânico para mulheres que enfrentam situações de violência. O equipamento pode funcionar como uma ferramenta de pedido de ajuda em situações de risco. Na fala, o vereador colocou a ampliação desse recurso entre as medidas que considera prioritárias.
Eduardo também defendeu o armamento da Guarda Municipal do Recife. Durante o discurso, ele mencionou o uso de tasers pelos agentes para abordar homens que estejam agredindo mulheres.
“Vamos se juntar aqui todos os vereadores e pedir 80 guardas municipais para a Patrulha Maria da Penha, um botão de pânico, bora armar a guarda todinha”, disse.
O parlamentar encerrou sua manifestação reforçando a diferença que estabeleceu entre ações de conscientização e medidas de segurança.
“Quiquiqui versus ação. Eu sou da ação”, afirmou Eduardo Moura.
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Os dois institutos adotam metodologia quantitativa, mas apresentam diferenças na forma de abordagem dos entrevistados.
Candidata ao Senado também apresentou propostas para ampliar proteção ao público feminino.
Eles não são contabilizados como válidos nem destinados ou transferidos a qualquer candidato ou partido político.
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