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Eduardo Bolsonaro rebate Alexandre Padilha após sanções dos EUA à esposa e filha do ministro

O ministro questionou a medida afirmando que não existe justificativa para penalizar uma criança e familiares sem relação direta com política.

Isabella Lopes

16 de agosto de 2025 às 13:40   - Atualizado às 13:43

Eduardo Bolsonaro e Alexandre Padilha.

Eduardo Bolsonaro e Alexandre Padilha. Fotos: Mario Agra/Câmara dos Deputados e Tânia Rêgo/Agência Brasil

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu neste fim de semana às críticas do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sobre as sanções impostas pelo governo de Donald Trump à esposa e à filha do integrante da Esplanada.

Padilha classificou como um “ato de covardia” a decisão dos Estados Unidos de cassar o visto de entrada da esposa e de sua filha de 10 anos. O ministro questionou a medida afirmando que não existe justificativa para penalizar uma criança e familiares sem relação direta com política.

Diante das declarações, Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde fevereiro, utilizou as redes sociais para rebater o ministro e traçou um paralelo com sua própria situação.

Comparação com decisões de Alexandre de Moraes

Eduardo afirmou que medidas semelhantes foram aplicadas contra ele e sua família no Brasil. O deputado citou o bloqueio das contas bancárias de sua esposa, Heloísa Bolsonaro, determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

“Qual o risco que a minha esposa representa à democracia?”, escreveu o parlamentar. A declaração buscou ironizar a justificativa de Padilha e aproximar os dois casos.

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Segundo o deputado, além da esposa, ele próprio também teve contas bloqueadas e chegou a ter o salário retido por decisão do STF. Eduardo Bolsonaro é investigado por suposto envolvimento em atentado contra a soberania nacional, obstrução de Justiça e coação durante o inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022.

Críticas à extensão das sanções

Padilha havia dito que os Estados Unidos extrapolaram ao incluir familiares em sanções que deveriam atingir apenas autoridades. O ministro afirmou não entender “que risco uma criança de 10 anos representa para o governo americano”.

A fala de Padilha ocorreu após a divulgação da medida do governo Trump, que atingiu diretamente seus familiares. A decisão foi vista pelo ministro como injusta e desproporcional.

Eduardo Bolsonaro, no entanto, contestou essa visão. Para o deputado, medidas contra familiares não são novidade e já ocorreram no Brasil por ordem do Supremo. Ele afirmou que Padilha critica o que acontece em outro país, mas não questiona decisões semelhantes tomadas por Moraes.

Atuação política nos Estados Unidos

Desde que se mudou para os Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro tem reforçado sua atuação internacional. O parlamentar participa de eventos políticos, mantém encontros com lideranças conservadoras e defende medidas contra o governo brasileiro em fóruns e debates nos quais se apresenta como crítico da atual gestão federal.

A comparação feita por ele após a fala de Padilha insere mais um capítulo em sua trajetória de embates com o Supremo e com autoridades do Executivo. O deputado aproveitou a polêmica envolvendo os vistos da família do ministro para reforçar sua narrativa de perseguição judicial no Brasil.

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