Eduardo Bolsonaro. Foto: Reprodução
O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) anunciou que não participará das eleições de 2026 e desistiu de integrar a chapa do Partido Liberal (PL) para o Senado em São Paulo como primeiro suplente. A decisão foi divulgada pelo próprio político em uma publicação nas redes sociais, na qual informou que optou por não registrar sua candidatura após consultar advogados e avaliar o cenário jurídico atual.
A decisão altera a composição da chapa liderada pelo deputado estadual André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que disputa uma vaga no Senado. Com a saída de Eduardo Bolsonaro, o ex-prefeito de Holambra, Fernando Fiori de Godoy, passa a ocupar a posição de primeiro suplente. A vereadora da capital paulista Rute Costa permanece como segunda suplente.
Na publicação, Eduardo Bolsonaro afirmou que tomou a decisão após ouvir profissionais da área jurídica e refletir sobre a situação política e judicial que enfrenta. Segundo ele, o objetivo é preservar um projeto político considerado estratégico pelo grupo ao qual pertence.
O parlamentar também declarou que recebeu orientações para evitar qualquer situação que pudesse comprometer a candidatura ao Senado encabeçada por André do Prado. Ainda na mensagem, Eduardo afirmou que sua atuação política sempre esteve voltada para pautas relacionadas à liberdade, à Constituição, à defesa da família e a valores que, segundo ele, representam parte da população brasileira.
Eduardo Bolsonaro também alegou enfrentar um cenário de insegurança jurídica e afirmou ser alvo de perseguição política ao lado de integrantes de sua família. Essas declarações fazem parte do texto divulgado nas redes sociais para justificar sua decisão de não integrar a chapa nas eleições do próximo ano.
O anúncio acontece enquanto Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos, onde está desde março de 2025.
Neste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o deputado federal cassado, por decisão unânime, pelo crime de coação. Além da condenação, a Corte estabeleceu pena de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto e declarou sua inelegibilidade por oito anos.
Após a divulgação da decisão de Eduardo Bolsonaro, André do Prado publicou uma nota comentando a mudança na composição da chapa. O deputado estadual afirmou que recebeu a decisão com respeito e destacou que o grupo continuará unido durante o processo eleitoral.
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Conforme a decisão, os conselhos profissionais não podem ampliar, por meio resoluções, as condições para o exercício das profissões.
O senador também mencionou o filho do presidente, Lulinha, e classificou o PT como o "governo mais corrupto e incompetente" da história do País.
A iniciativa tem o objetivo de reduzir a dependência tecnológica do Brasil do exterior e viabilizar a capacidade de processamento nacional.
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