Vice-presidente, Geraldo Alckmin Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, vice-presidente Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira, 6 de dezembro, que o anúncio do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia é a "prova do diálogo e da boa política" em um mundo classificado por ele como polarizado e fragmentado.
"Hoje é um dia histórico, é o maior acordo comercial entre blocos do mundo", disse Alckmin a jornalistas.
A pasta comandada pelo vice-presidente é uma das principais responsáveis pela negociação do acordo anunciado nesta sexta-feira.
O ministro afirmou também que "dificilmente" os termos do tratado teriam sido concluídos sem o papel exercido pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Alckmin preferiu não cravar uma data para a assinatura do acordo, destacando que há uma série de etapas que precisam ser cumpridas para que o tratado entre em vigor. Ao ser questionado sobre a reação de empresas europeias contrárias a flexibilização comercial entre os blocos, o ministro destacou que agora nenhum país poderá trabalhar para alterar os temos do acordo. Ele também respondeu esperar que a resistência de países europeus, como a França, seja resolvida.
"O acordo é sempre, é um ganha-ganha, mas onde você abre mão de alguma coisa, ganha de outro lado, tem uma vantagem comparativa aqui, tem uma dificuldade ali, mas acho que vamos superar", disse o ministro.
Alckmin avaliou ainda que a conclusão das negociações caminharia independente do resultado das eleições americanas.
"Qualquer que fosse o resultado da eleição americana, eu diria que o acordo caminhou bem, o entendimento avançou. Ele é bom para o Mercosul, para os nossos países aqui do Mercosul, é bom para a União Europeia, mas é bom para o mundo. É bom para a geopolítica mundial. No momento de fragmentação, no momento de tensão política no mundo inteiro, dois grandes blocos abrirem mercado, celebrarem um tratado, uma grande parceria", respondeu o ministro.
Ele também classificou positivamente a postura do governo argentino em torno do acordo, sob a presidência de Javier Milei.
"A Argentina é um país importante, é a segunda economia no Mercosul, um país que exporta também bastante e tem interesse", disse.
Estadão Conteúdo
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Segundo a reportagem, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Banco Master, trazem referências frequentes ao ministro.
A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.
Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões.
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