Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Dólar despenca após Donald Trump impor tarifas a parceiros comerciais dos EUA

O mercado interpretou a medida como o início de uma guerra comercial.

Isabella Lopes

05 de março de 2025 às 17:58   - Atualizado às 17:58

Foto: Agência Brasil

A Bolsa brasileira encerrou em alta, enquanto o dólar registrou uma queda expressiva de 2,7%, fechando a R$ 5,755 nesta quarta-feira, 5 de março. O movimento ocorre em meio aos desdobramentos das tarifas sobre importações impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos principais parceiros comerciais.

O mercado interpretou a medida como o início de uma guerra comercial. No entanto, o governo dos Estados Unidos indicou a possibilidade de novos acordos com México e Canadá para reduzir o impacto das tarifas.

Com isso, surgiu a percepção de que o conflito poderá ser menos intenso do que o esperado. Por conta do feriado de Carnaval, as negociações do dólar no Brasil ficaram paradas, só retomando nesta quarta-feira, 5 de março, às 13h.

Veja Também

Sobre o 'tarifaço' de Trump

Canadá e China anunciaram medidas de retaliação em resposta às tarifas anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que entram em vigor a partir desta terça-feira, 4. As sanções comerciais são de 20% e 25%, respectivamente, aos produtos chineses e canadenses importados aos Estados Unidos.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, afirmou, nesta segunda-feira, 3, que "nada justifica essas medidas" de Washington. "Se as tarifas dos Estados Unidos entrarem em vigor, o Canadá responderá a partir da meia-noite. Aplicará taxas de 25% sobre US$ 155 bilhões em bens norte-americanos", completou Trudeau em comunicado.

O Canadá, o México e a China respondem por mais de 40% das importações dos EUA. As tarifas ameaçadas por Trump superariam todas as medidas comerciais adotadas anteriormente. Além disso, elas elevam a média das taxas tarifárias dos EUA "a níveis não vistos desde a década de 1940", disse Chad Bown. Bown é membro sênior do Peterson Institute for International Economics, ao The New York Times.

Trump assinou nesta segunda, 3, uma ordem executiva que aumenta de 10% para 20% as tarifas sobre os produtos chineses que entram nos Estados Unidos. Ele afirma que Pequim não está fazendo o suficiente contra o tráfico de fentanil.

Essas tarifas foram anunciadas em 1º de fevereiro como parte da luta contra a crise dos opioides. Entram em vigor devido à "incapacidade" da China de "combater a inundação de fentanil" que entra nos Estados Unidos, de acordo com uma mensagem publicada na rede social X pela Casa Branca. Ainda na segunda, um porta-voz do Ministério do Comércio chinês disse que o país tomaria medidas de represália.

Nesta terça, 4, a China anunciou que vai impor tarifas adicionais de 10% e 15% sobre várias importações alimentícias dos Estados Unidos, como soja, trigo e frango. Esta ação é em resposta às novas sanções impostas por Washington sobre produtos chineses. Além disso, tarifas extras de 10% serão aplicadas sobre o sorgo, soja, carne suína, carne bovina, produtos aquáticos, frutas, vegetais e laticínios.

Posicionamento do México

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse nesta terça-feira, 4, que o México responderá às tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos com suas próprias tarifas retaliatórias sobre produtos norte-americanos.

Sheinbaum afirmou que anunciará os produtos que o México irá atingir no domingo, 9, em um evento público na praça central da Cidade do México, o que pode indicar que o México ainda espera desescalar a guerra comercial iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

"Não há motivo ou razão, nem justificativa que suporte essa decisão que afetará nosso povo e nossas nações", disse ela. "Responderemos com medidas tarifárias e não tarifárias", disse a presidente ao ressaltar a decisão unilateral americana, que ela classificou como "injustificável". "Sempre buscaremos medidas negociadas", defendeu.

Sheinbaum destacou que o México é um país "soberano", mas que não quer iniciar um confronto comercial com os Estados Unidos, que deve assumir também a responsabilidade pela crise de opioides.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

18:25, 13 Fev

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes.
Parecer

Caso Master: PF prepara relatório sobre menções a Moraes no celular de Vorcaro, revela jornal

Segundo a reportagem, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Banco Master, trazem referências frequentes ao ministro.

Lula será enrendo de carnaval.
Carnaval

Dois atores recusam convite para interpretar Lula em desfile da Acadêmicos de Niterói

A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.

Priscila Krause e Raquel Lyra.
Festejo

Raquel Lyra acompanha abertura do Carnaval no Recife e em Olinda e destaca rerforço na segurança

Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões.

mais notícias

+

Newsletter