Nicolás Maduro e Lula Foto: Hugo Barreto
A dívida da Venezuela com o Brasil aumentou em US$ 312 milhões desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo informações da coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O montante inclui a incidência de juros de mora.
No último dia de 2025, o débito venezuelano alcançou US$ 1,856 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 10 bilhões. Já no fim de janeiro de 2023, o valor devido era de US$ 1,54 bilhão, aproximadamente R$ 8,27 bilhões.
A Venezuela lidera a lista de países com dívidas em atraso com o Brasil. Ao todo, 13 nações constam no levantamento, incluindo Cuba, Moçambique, Antígua e Barbuda, Congo, El Salvador, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Mauritânia, São Tomé e Príncipe, Senegal e Zimbábue.
Os débitos têm origem, principalmente, em operações de financiamento à exportação realizadas por meio do Programa de Financiamento às Exportações (Proex), no seguro de crédito à exportação com cobertura de obras financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de uma modalidade de crédito extinta no fim dos anos 1990, conhecida como Finex.
A Venezuela não respondeu às tentativas formais de negociação feitas pelo governo brasileiro. O Ministério da Fazenda informou que realiza cobranças periódicas por vias diplomáticas e por contatos diretos com o Ministério da Economia venezuelano, mas não obteve retorno.
A Secretaria de Assuntos Internacionais da Fazenda, responsável desde 2024 pela recuperação desses créditos, informou que as dívidas foram comunicadas a instituições multilaterais, como o Clube de Paris. Apesar disso, esse tipo de mecanismo tem apenas caráter consultivo e não possui poder de execução direta.
A dívida venezuelana não tem prazo para quitação ou renegociação. Enquanto isso, os juros de mora continuam sendo adicionados ao valor original, aumentando ainda mais o passivo.
Além do Brasil, a Venezuela acumula dívidas com outros países e instituições internacionais. Estima-se que o país deva cerca de US$ 20 bilhões à China, mais de US$ 60 bilhões à Rússia e a detentores de bônus internacionais. Muitos desses débitos estão suspensos desde 2017.
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