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Disfunção renal de Jair Bolsonaro agrava quadro clínico neste sábado em Brasília

Apesar de estabilidade respiratória, ex-presidente permanece em estado grave na UTI; monitoramento é intensificado após internação vinda da Papuda.

Beto Dantas

14 de março de 2026 às 12:58   - Atualizado às 20:05

Atendimento médico a Jair Bolsonaro.

Atendimento médico a Jair Bolsonaro. Foto: Redes Sociais

O boletim médico divulgado na manhã deste sábado, 14 de março de 2026, trouxe um novo componente de preocupação para a equipe que assiste o ex-presidente Jair Bolsonaro no Hospital DF Star, em Brasília.

Embora o quadro respiratório tenha apresentado sinais de estabilidade nas últimas horas, os exames laboratoriais apontaram uma piora significativa na função renal.

Esse andamento clínico mantém a equipe de intensivistas em estado de alerta máximo, uma vez que a falha na filtragem dos rins pode comprometer a resposta sistêmica do organismo ao tratamento agressivo que vem sendo realizado desde a sua admissão na unidade.

Bolsonaro foi levado ao hospital na manhã de ontem, sexta-feira (13), após passar mal nas dependências do Complexo da Papuda, onde cumpre pena.

A trajetória de saúde do ex-presidente, que já era considerada delicada devido ao seu histórico de sete intervenções cirúrgicas abdominais, sofreu um revés com o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral.

Segundo informações da Agência Brasil, a classificação do estado de saúde permanece como grave, embora os médicos utilizem o termo "clinicamente estável" para descrever a manutenção das funções vitais sob suporte intensivo neste momento.

Integra do Boletim:

Brasília, 14 de março de 2026 - O hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Encontra-se estável clinicamente, porém apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios. Mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI neste momento.

Dinâmica do Tratamento e Desafios da Nefrologia

O foco da equipe multidisciplinar neste sábado divide-se entre o combate à infecção pulmonar e a reversão do dano renal.

De acordo com o portal G1, o ex-presidente segue sob antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro para conter a pneumonia que atinge ambos os pulmões.

Segundo o boletim técnico, o suporte de oxigênio não invasivo continua sendo necessário para garantir a oxigenação adequada dos tecidos, evitando o esforço respiratório que poderia sobrecarregar ainda mais o sistema cardíaco e renal do paciente.

A piora na função renal exige um manejo hídrico extremamente criterioso. De acordo com especialistas ouvidos pelo jornal Estadão, o uso de antibióticos potentes, essenciais para tratar a broncopneumonia bilateral, pode ter um efeito nefrotóxico, o que obriga os médicos a realizarem ajustes constantes nas dosagens.

O andamento do balanço hídrico é monitorado de hora em hora na UTI, visando evitar a necessidade de procedimentos mais invasivos, como a hemodiálise, caso a função dos rins não apresente sinais de recuperação nas próximas 24 horas.

Análise: Indicadores clínicos e pontos de vigilância

A leitura minuciosa dos dados do boletim deste sábado revela o equilíbrio tênue em que se encontra a saúde do ex-presidente.

Pontos Altos (Fatos de estabilidade):

  • Controle Respiratório: A estabilidade do quadro pulmonar permite que a equipe se concentre nos ajustes metabólicos necessários para poupar os rins.
  • Suporte Não Invasivo: O fato de Bolsonaro não necessitar de intubação mecânica reduz os riscos de infecções secundárias comuns em ambientes de UTI.

Pontos Negativos (Fatores de alerta):

  • Disfunção Renal: A piora nos índices renais é o principal complicador deste sábado, indicando que a infecção ou a medicação estão sobrecarregando o sistema excretor.
  • Origem da Internação: O fato de o mal-estar ter ocorrido em ambiente prisional (Papuda) reforça a necessidade de uma avaliação completa sobre as condições de saúde prévias ao internamento.
  • Gravidade Sistêmica: A broncopneumonia bilateral, por si só, já consome grande parte da reserva funcional do paciente, tornando qualquer complicação em outros órgãos um risco elevado.

 

Perspectivas de Monitoramento na UTI

O rumo do quadro clínico de Jair Bolsonaro nas próximas horas dependerá da sensibilidade do organismo aos ajustes feitos pela equipe de nefrologia e infectologia. Conforme reportado pela Rádio Itatiaia, o ex-presidente permanece lúcido, porém sob monitoramento contínuo de monitores multiparamétricos. O andamento da função renal será o principal balizador para as decisões médicas deste domingo. Até o momento, a prioridade absoluta é estabilizar os índices laboratoriais para garantir que o corpo consiga processar os medicamentos necessários para a cura da infecção pulmonar.

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