Confusão entre Gilvan e Lindbergh na Câmara dos Deputados. Foto: Montagem/Reprodução
Uma reunião da comissão de Segurança Pública, da Câmara dos Deputados, terminou em confusão entre o líder do PT, Lindbergh Farias, e Gilvan da Federal (PL), na terça-feira, 29 de abril.
A confusão começou quando Gilvan criticou o presidente Lula (PT) e o chamou de corrupto "descondenado". "Além de a gente ter um condenado por corrupção na Presidência da República, nós estamos importando corrupto. O que o senhor Lula fez foi importar corrupto", disse.
Lindbergh não gostou nada do que o colega parlamentar falou sobre o líder petista e pediu a palavra, chamando Gilvan de "sujeito desqualificado” que pediu a “morte do presidente Lula".
Toda a confusão aconteceu durante uma audiência pública que contava com a presença do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que tinha sido chamado para falar sobre as ações da pasta, principalmente sobre a PEC da Segurança.
Confira o vídeo:
Investigação
No início deste mês, a Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou uma notícia de fato à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando providências cabíveis contra o deputado federal Gilvan da Federal. Durante sessão da Comissão de Segurança Pública, na Câmara dos Deputados, o parlamentar desejou a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A declaração foi feita ao comentar a ausência de provas acerca dos planos de assassinatos de Lula, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em 2022. O plano foi descrito em denúncia oferecida pela PGR contra acusados de tentativa de golpe de Estado, em fevereiro deste ano.
“Por mim, eu quero mais é que o Lula morra! Eu quero que ele vá para o quinto dos infernos! É um direito meu. Não vou dizer que vou matar o cara, mas quero que ele morra! Quero que vá para o quinto dos infernos, porque nem o diabo quer o Lula. É por isso que ele está vivendo aí. Superou o câncer... tomara que tenha um ataque cardíaco. Porque nem o diabo quer essa desgraça desse presidente que está afundando nosso país”, disse o deputado durante a sessão.
Entre as providências solicitadas pela AGU está uma possível investigação criminal. Em tese, segundo a AGU, as declarações podem configurar incitação ao crime (artigo 286 do Código Penal) e ameaça (artigo 147 do Código Penal).
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