Júnior Mano e Bolsonaro. Foto: Reprodução/Intenert
A Polícia Federal realizou, nesta semana, uma operação contra o deputado federal Júnior Mano, com mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A ação tem como foco a investigação de uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações e contratos com desvio de recursos públicos.
Agentes da PF cumpriram mandados de busca no gabinete do parlamentar na Câmara dos Deputados, na residência oficial em Brasília e em um imóvel localizado em Fortaleza. Além das buscas, o STF determinou o bloqueio de R$ 54,6 milhões de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas envolvidas na investigação.
Segundo a Polícia Federal, o objetivo do bloqueio é interromper o fluxo financeiro de recursos considerados ilícitos e garantir a recuperação do patrimônio público em caso de condenação. A operação cumpre um total de 15 mandados e ocorre no contexto de um inquérito que aponta a existência de um esquema criminoso atuante em processos licitatórios.
Júnior Mano, que já integrou os quadros do Partido Liberal (PL), foi expulso da legenda a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2024. A decisão ocorreu após o deputado comparecer a um evento de campanha do então candidato Evandro Leitão (PT), que disputava o segundo turno das eleições em Fortaleza contra André Fernandes, do próprio PL.
Em outubro do ano passado, Júnior Mano publicou um vídeo nas redes sociais relatando que Bolsonaro solicitou pessoalmente sua expulsão ao presidente estadual do PL, deputado Carmelo Neto.
"Votei em Bolsonaro em 2022 e, quando o bolsonarismo é contrariado, sempre é tratado dessa forma, com ingratidão", escreveu o deputado na legenda do vídeo.
O evento de apoio a Leitão contou com a presença de Júnior Mano, do ministro da Educação Camilo Santana, um dos principais articuladores do PT no Nordeste, e de 41 prefeitos da região.
De acordo com informações repassadas pela Polícia Federal, a operação investiga a atuação de uma organização criminosa voltada para fraudes em processos licitatórios, superfaturamento de contratos e desvio de dinheiro público. A apuração indica que o grupo utilizava empresas de fachada e contratos simulados para movimentar recursos de origem ilícita.
O ministro Gilmar Mendes determinou os mandados após receber um relatório detalhado da PF, que também solicitou a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados, além do bloqueio de bens. A decisão tem como foco preservar os recursos possivelmente desviados e garantir que, em caso de condenação, o valor retorne aos cofres públicos.
O deputado Júnior Mano ainda não teve sua situação jurídica definida no âmbito da investigação. Em nota, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), atual legenda do parlamentar, afirmou que ele tem direito à ampla defesa e ao contraditório. A legenda ainda declarou que acompanha o caso com atenção, aguardando o andamento da apuração.
A assessoria do deputado também se pronunciou, afirmando que ele está colaborando com as autoridades e confia que os fatos serão esclarecidos no curso do processo.
A operação conta com a supervisão do STF, e os próximos desdobramentos devem incluir análise de documentos apreendidos, movimentações bancárias e possíveis novas oitivas com investigados e testemunhas.
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Segundo a reportagem, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Banco Master, trazem referências frequentes ao ministro.
A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.
Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões.
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