Pernambuco, 12 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Deputada Fabiana Bolsonaro se pinta durante sessão e gesto é apontado como racismo e transfobia

O episódio ocorreu durante um discurso em que a parlamentar criticava a eleição da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) para a presidência da Comissão de Mulheres da Câmara dos Deputados.

Cami Cardoso

19 de março de 2026 às 11:48   - Atualizado às 12:12

Deputada Fabiana Bolsonaro se pinta durante sessão e gesto é apontado como racismo e transfobia

Deputada Fabiana Bolsonaro se pinta durante sessão e gesto é apontado como racismo e transfobia Foto: Divulgação / Alesp

Uma sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) realizada nesta quarta-feira, 18 de março, foi marcada por forte repercussão após falas e gestos protagonizados pela deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP).

O episódio ocorreu durante um discurso em que a parlamentar criticava a eleição da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) para a presidência da Comissão de Mulheres da Câmara dos Deputados.

Durante sua fala, Fabiana Bolsonaro realizou uma encenação em que afirmou estar se “maquiando como uma pessoa negra”, em um gesto que foi amplamente interpretado como prática de blackface.

A atitude gerou indignação imediata entre parlamentares presentes e também repercussão fora do plenário, sobretudo por envolver elementos de racismo e transfobia em um ambiente institucional.

Entenda a repercussão do caso de racismo e transfobia

A deputada estadual Mônica Seixas (Psol) foi uma das primeiras a reagir ao episódio, solicitando a suspensão da sessão para denunciar o que classificou como práticas graves de racismo e transfobia. No entanto, o pedido foi negado pelo presidente da sessão, deputado Fábio Faria de Sá (Podemos), que optou por dar continuidade aos trabalhos.

Veja Também

Segundo Seixas, o caso configura crime em flagrante, especialmente no que diz respeito ao racismo, que pela legislação brasileira é considerado inafiançável e imprescritível. Ela também relatou dificuldades em registrar ocorrência ainda dentro da Alesp, afirmando que o delegado responsável não autorizou medidas imediatas, sob a justificativa de imunidade parlamentar.

A discussão sobre os limites dessa imunidade ganhou destaque após o episódio. Enquanto a Alesp afirmou, em nota oficial, que a Constituição garante inviolabilidade aos parlamentares por suas opiniões e palavras no plenário, críticos argumentam que essa proteção não se aplica a crimes como racismo e transfobia.

Repercussão entre parlamentares

Diante da repercussão, a deputada Mônica Seixas anunciou que buscaria medidas legais no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Decradi), com o objetivo de responsabilização criminal. Paralelamente, parlamentares de partidos como PT e Psol já articulam ações no âmbito legislativo.

A deputada Beth Sahão (PT) informou que protocolou representação no Conselho de Ética da Alesp, solicitando a apuração do caso e eventual aplicação de sanções. Para ela, normalizar práticas de racismo e transfobia dentro do parlamento é inaceitável e exige resposta institucional firme.

O episódio ocorre poucos dias após outra controvérsia envolvendo Erika Hilton, que acionou o Ministério Público Federal contra o apresentador Ratinho e o SBT por declarações consideradas transfóbicas. Esse contexto amplia ainda mais o debate público sobre discriminação e respeito à diversidade no país.

O caso segue em apuração e deve ter desdobramentos tanto na esfera criminal quanto política, podendo resultar em sanções disciplinares e outras medidas legais.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

06:50, 12 Out

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Imagem ilustrativa de um atestado médico.
Demissão

Justiça mantém justa causa de funcionário flagrado atuando como pastor durante afastamentos médicos

Operador de produção apresentou 88 atestados em 2025; empresa usou fotos de eventos religiosos para comprovar atividades durante as licenças.

Estande de tiro da Força Nacional de Segurança Pública.
Decisão

STF reafirma aplicação de novos prazos a registros de armas expedidos antes de decreto de 2023

A norma reduziu a validade dos registros de dez para três anos, no caso de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores, e para cinco anos, nas demais hipóteses.

Urna Eletrônica
Pleito

Eleições 2026: candidatos do 2º turno não podem ser presos a partir deste sábado (10)

Mesárias, mesários e fiscais de partido também são abrangidos pelas regras do Código Eleitoral.

mais notícias

+

Newsletter