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Deputada critica show de Mariah Carey em Belém: 'Estamos pagando por esse palco de R$ 30 milhões'

O evento com a artista acontece nesta quarta-feira, 17 de setembro.

Fernanda Diniz

17 de setembro de 2025 às 14:22   - Atualizado às 16:30

Palco em Belém.

Palco em Belém. Foto: Reprodução/Tv Globo

O show que Mariah Carey realiza nesta quarta-feira, 17 de setembro, em Belém, segue cercado de controvérsias. O palco flutuante em formato de vitória-régia, montado no rio Guamá, foi orçado em cerca de R$ 30 milhões e servirá de cenário para a apresentação, que será restrita a convidados.

A organização prevê apenas transmissão ao vivo, sem detalhar onde ela poderá ser acompanhada pelo público.

A exclusividade e o valor do evento têm motivado críticas de políticos locais. A deputada estadual Lívia Duarte (Psol) questionou a disparidade entre os recursos gastos com o espetáculo e o baixo incentivo destinado a artistas e produtores culturais da região.

“A Vale deve bilhões de reais em impostos ao povo brasileiro. Só de 2014 a 2021, foram R$ 16,4 bilhões que as mineradoras deixaram de pagar. Logo, esses R$ 30 milhões pagos pelo palco da Mariah Carey – uma migalha para a Vale – estão saindo de dinheiro que a Vale deve ao povo brasileiro. Em outras palavras, nós é que estamos pagando por esse palco de R$ 30 milhões. Lembrando que a Vale era uma empresa pública e foi vendida por apenas R$ 3,3 bilhões, mesmo seus ativos minerais valendo mais de R$ 100 bilhões na época. Uma fraude!”City tour guidesLegal consultation for businesses

Apesar das manifestações contrárias, os organizadores afirmam que os custos são integralmente cobertos pela iniciativa privada.

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Governo Lula investe R$ 260 milhões em navios de luxo para hospedagem na COP 30

Contratação de navios de luxo para a COP 30 busca resolver déficit de leitos em Belém, mas medida gera críticas por alto custo e pressão internacional.

O governo federal decidiu investir R$ 263 milhões na contratação de navios de luxo como alternativa de hospedagem para a COP 30, que será realizada em novembro de 2025, em Belém (PA). A iniciativa visa suprir o déficit de acomodações na capital paraense, que possui apenas 20 mil leitos, diante da expectativa de receber cerca de 50 mil visitantes durante a conferência climática das Nações Unidas.

Os navios de luxo contratados são o MSC Seaview e o Costa Diadema, das empresas MSC Cruzeiros e Costa Cruzeiros, respectivamente. Juntas, as embarcações oferecem cerca de 6 mil leitos, distribuídos em aproximadamente 3,9 mil cabines. Os navios funcionarão como hotéis flutuantes e ficarão atracados no Terminal Portuário de Outeiro, revitalizado especialmente para o evento com apoio da Itaipu Binacional.

Para garantir o sucesso da operação, o governo estabeleceu uma garantia pública de R$ 259 milhões, que funcionará como um seguro para cobrir eventuais prejuízos das operadoras em caso de baixa ocupação. Isso significa que, se todos os leitos dos navios de luxo não forem vendidos, o Estado cobrirá a diferença, gerando críticas sobre o uso de recursos públicos em meio a um cenário de limitações orçamentárias.

O modelo adotado gerou controvérsia internacional. Delegações de 25 países, incluindo Canadá, Suécia, Holanda e Suíça, questionaram os altos preços das hospedagens e ameaçaram, inclusive, boicotar o evento ou pedir sua transferência para outra cidade. Alguns hotéis em Belém chegaram a cobrar até US$ 700 por diária, o equivalente a R$ 3,8 mil, valores considerados inviáveis por diversas comitivas.

Além dos navios de luxo, o governo também anunciou outras soluções emergenciais, como a parceria com Airbnb, uso de escolas como alojamentos temporários e disponibilização de unidades do programa Minha Casa Minha Vida. Cerca de 500 acomodações nos navios foram reservadas para países em desenvolvimento, com diárias mais acessíveis, custeadas pela ONU ou por cada nação.

Apesar da pressão diplomática, autoridades brasileiras garantem que a COP 30 será mantida em Belém e que os navios de luxo são parte de um plano para garantir infraestrutura digna aos participantes. A medida, no entanto, continua alimentando o debate sobre os gastos públicos e a preparação do Brasil para eventos internacionais de grande porte.

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