Ministra da Sáude, Nísia Trindade discursando. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Em entrevista concedida na sexta-feira, 13 de dezembro, à GloboNews, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou que o aumento dos casos prováveis de dengue no Brasil está diretamente relacionado às mudanças climáticas e ao aquecimento global.
A ministra citou dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para contextualizar a expansão da doença nas Américas.
“Pela primeira vez, o Uruguai registrou casos de dengue, um país onde as temperaturas são muito mais baixas que as nossas”, observou Nísia, ao falar sobre a propagação da doença em territórios antes considerados fora do alcance do mosquito transmissor.
Nísia ressaltou que o combate à dengue requer uma atuação coordenada entre os governos federal e municipais, apontando a falta de saneamento básico como um dos principais entraves estruturais.
“Tenho conversado com prefeitos, prefeitas e secretários municipais de saúde para intensificar as ações de prevenção neste momento de transição. Estamos no chamado dia D, que reforça a importância da prevenção contra a dengue”, disse a ministra.
Ela também enfatizou a importância de um esforço coletivo na prevenção, afirmando que os criadouros do mosquito Aedes aegypti não estão restritos às áreas sem infraestrutura básica.
“Muitas vezes, associamos os focos de dengue a lugares sem saneamento, e isso tem sua verdade. Mas também encontramos criadouros em residências fechadas e piscinas abandonadas. A conscientização deve alcançar todos”, completou.
A fala da ministra reflete a urgência em lidar com o impacto das mudanças climáticas na saúde pública, enquanto o país enfrenta um cenário de crescente número de casos e riscos relacionados às doenças transmitidas pelo vetor.
Visando a prevenção contra a Dengue no país, Nísia Trindade alertou a população sobre os cuidados de todos e esforço no próximo verão.
A mensagem da foi dada na manhã deste sábado, 14 de dezembro, na mobilização do Dia D contra a Dengue, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro.
"Cada um de nós tem responsabilidades, 75% dos focos se encontram nas nossas casas ou no entorno das nossas casas. [É preciso] conversar com as comunidades, alertar sobre como se proteger em relação à dengue", disse a ministra, que agradeceu aos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) pelo esforço diário contra a doença.
Nísia explicou, ainda, que a previsão de como vai ser a incidência da dengue no próximo verão está em constante estudo pelas autoridades sanitárias.
"O que temos neste momento é a clareza de que quanto mais fizermos agora, mais reduziremos os casos. Que teremos muitos casos de dengue [no próximo verão], provavelmente teremos por temperaturas altas e chuvas. Mas o grande esforço agora é reduzir ao máximo [os casos]", afirmou.
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