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Governo Lula é aprovado por 64% em defesa da soberania contra tarifas dos EUA

Pesquisa Quaest revela apoio da maioria dos brasileiros à postura do presidente Lula frente ao tarifaço imposto por Donald Trump, que afeta produtos brasileiros.

Joice Gomes

17 de setembro de 2025 às 09:03

Presidente Lula.

Presidente Lula. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Pesquisa Quaest encomendada pela Genial Investimentos ouviu 2.004 pessoas entre 12 e 14 de setembro de 2025 e mostrou que 64% da população brasileira considera correta a atitude do governo Lula em defender a soberania do país diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Apenas 26% veem o posicionamento como equivocado, e 10% não opinaram ou não responderam. O apoio é mais forte entre eleitores de esquerda, incluindo lulistas (88%) e não lulistas (91%), além de 71% das pessoas sem definição política.

Rejeição ao tarifaço e impacto econômico

A tarifa de 50% aplicada pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros é vista como errada para 73% dos entrevistados. Quase igual, 74% afirmam que a medida prejudicará a vida dos brasileiros, apesar do governo americano justificar a tarifa citando o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF. Apenas 20% defendem a decisão americana.

Divisões políticas e percepções divergentes

Entre quem discorda da postura do governo, a rejeição é concentrada em bolsonaristas (54%) e pessoas de direita não identificadas com Bolsonaro (50%). Por outro lado, a maioria não alinhada politicamente apoia a defesa da soberania, refletindo uma polarização significativa sobre o tema.

A imagem política do presidente Lula

A pesquisa indicou que a aprovação do governo Lula segue em 46%, estável em relação ao levantamento anterior, enquanto a desaprovação está em 51%. Destaca-se que a diferença entre aprovação e desaprovação está na menor margem do ano, com indicativos de estabilidade no cenário político.

Condenação e consequências para Jair Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado pela participação na trama golpista após as eleições de 2022. A pena, considerada exagerada por 49% da população, é vista como adequada por 35%, demonstrando divisão na opinião pública. A condenação o torna inelegível, e medidas como prisão domiciliar e tornozeleira eletrônica tiveram apoio majoritário, com variações ideológicas evidentes.

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Medidas judiciais associadas a Bolsonaro

Entre a população, 47% veem como adequada a inelegibilidade do ex-presidente, e 51% aprovam sua prisão domiciliar em outro processo. O uso da tornozeleira eletrônica conta com respaldo de 48%, mostrando que o tema da responsabilização judicial é amplamente debatido e diferencialmente aceito segundo os grupos políticos.

O que vem a seguir pode surpreender

A pesquisa também mostra que 55% acreditam que houve uma tentativa de golpe de Estado, e a maioria (54%) crê na participação direta de Bolsonaro no plano, enquanto 38% acreditam que não houve tentativa golpista. Ainda assim, 41% são contra a possibilidade de anistia para os envolvidos, enquanto 36% são a favor da anistia geral, incluindo Bolsonaro.

Política forte

O cenário político brasileiro segue polarizado, mas a defesa da soberania nacional pelo governo Lula ganhou respaldo claro da população, consolidando um símbolo político diante da pressão externa dos EUA. A condenação do ex-presidente Bolsonaro sinaliza uma virada histórica na Justiça brasileira, mas mantém a discussão viva entre apoio e rejeição pública, indicando que o embate político continuará intenso e decisivo nos próximos meses.

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