Servidor dos Correios. Foto: Divulgação/Correios
A pressão por eficiência no setor de logística e entregas nunca foi tão intensa. A lógica é simples: quem transporta mais rápido e mais barato conquista o consumidor. Nas regiões mais rentáveis do país, essa empresa raramente é os Correios.
Com um histórico de má gestão e lentidão para inovar, a estatal enfrenta seu pior momento em décadas. No primeiro semestre de 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 4,4 bilhões, quase o dobro do resultado negativo de todo o ano de 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões. O rombo chama atenção porque ocorre em meio a um mercado em plena transformação, no qual empresas privadas como Mercado Livre, Amazon Logistics e transportadoras regionais têm dominado a logística de e-commerce no país.
Segundo dados do governo, os Correios respondem pela maior parte do déficit de R$ 18,5 bilhões registrado pelas estatais federais desde o início do terceiro mandato do presidente Lula número que não inclui Petrobras e bancos públicos. A situação reacende o debate sobre o papel das empresas estatais e a falta de eficiência administrativa sob controle político.
Especialistas apontam que, apesar do peso histórico e da capilaridade da estatal, os Correios não conseguiram acompanhar o ritmo de digitalização e automação da concorrência. Problemas de gestão, ineficiência operacional e falta de investimentos estratégicos têm comprometido a competitividade da empresa.
Enquanto isso, propostas de reestruturação ou privatização voltam a ser discutidas nos bastidores de Brasília, mas o governo federal resiste em abrir mão do controle. O discurso oficial é de recuperação e modernização, mas o cenário atual mostra o contrário: uma estatal com estrutura inchada, resultados negativos e imagem cada vez mais desgastada.
Com o prejuízo bilionário dos Correios, o governo Lula enfrenta críticas crescentes sobre a capacidade de gestão das estatais. E a pergunta que paira no ar é se haverá, de fato, vontade política e competência técnica para reverter o quadro antes que a estatal se torne irreversivelmente obsoleta.
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Mesmo com saldo positivo de 752 vagas formais em janeiro de 2026,um total de 23% das famílias recifenses ainda dependem de programas sociais.
No lugar, assumirá o secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), apelidado de Conselhão, Olavo Noleto.
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