Pobreza no Brasil Foto: Site PCdoB
A concentração de riqueza no Brasil revelou um abismo alarmante: 63% dos ativos do país estão nas mãos de apenas 1% da população, de acordo com relatório da Oxfam, organização internacional que combate a pobreza e a desigualdade. Os dados indicam um cenário de concentração financeira que desafia princípios de justiça social.
O estudo da Oxfam destaca que a extremidade da pirâmide social acumula quase dois terços da riqueza nacional, enquanto a metade mais pobre da população fica com apenas 2% dos bens. Ainda de acordo com o relatório, o grupo dos 0,01% mais ricos concentra 27% dos ativos financeiros do Brasil, mostrando uma “plutocracia” que se impõe sobre a democracia econômica.
Essa desigualdade vai além do patrimônio: a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, revela que o 1% mais rico tem renda média mensal de R$21.767 — o que representa 36,2 vezes o rendimento dos 40% mais pobres, que mal alcançam R$601 por mês. Já os 10% mais ricos recebem cerca de R$ 8.034, equivalentes a 13,4 vezes a renda dos 40% menos favorecidos.
O cenário atual apresenta nuances relevantes: embora a desigualdade tenha recuado em relação ao pico de 2018, ela permanece alta. O índice de Gini, que mede a concentração de renda, atingiu o menor valor desde 2012, com 0,506, o que sinaliza leve melhora, mas ainda patamares considerados extremos.
Além da concentração patrimonial e de renda, o estudo aponta que a desigualdade se reflete em outras dimensões, como raça e gênero: pessoas brancas ganham em média 70% mais do que pessoas negras, e os super-ricos do Brasil são majoritariamente homens brancos. Além disso, a distribuição fundiária também evidencia disparidade: apenas 1% das propriedades rurais detém 45% da área agrícola do país, perpetuando desequilíbrios históricos.
No âmbito global, o relatório da Oxfam revela que o 1% mais rico do mundo aumentou sua riqueza em US$33,9 trilhões desde 2015 — montante que, se redistribuído, seria capaz de erradicar a pobreza extrema global repetidamente.
Especialistas apontam que, embora os dados da PNAD demonstrem uma melhora no acesso à renda e emprego, a desigualdade patrimonial permanece um desafio estrutural. O modelo tributário brasileiro, com alta carga regressiva sobre os mais pobres, e regalias fiscais que beneficiam os mais ricos, contribuem para reforçar essa concentração.
O relatório da Oxfam sugere a adoção de políticas progressivas, como a tributação sobre grandes fortunas, transparência financeira e programas de redistribuição de renda. A medida é considerada crucial para transformar a realidade brasileira em direção a uma sociedade mais equitativa.
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