Presidente Lula e ministro Alexandre de Moraes. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltou a identificar alterações indevidas em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões e registrou uma tentativa de expedição de mandados de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O órgão confirmou o episódio na quinta-feira, 22 de janeiro.
Segundo o CNJ, a ocorrência não se trata de uma invasão hacker, mas de uso indevido do sistema por meio de credenciais comprometidas.
Em nota, o conselho explicou que “as ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema. Não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos”.
O caso remete a um episódio anterior envolvendo Alexandre de Moraes, quando o ministro foi alvo de uma invasão hacker nos sistemas do CNJ.
Na ocasião, o hacker Walter Delgatti Neto expediu, a mando da então deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), um mandado de prisão falso contra o magistrado, assinado pelo próprio Moraes. Os dois foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal.
Entre os trechos do documento fraudulento de 2023, constava a frase:
“Expeça-se o mandado de prisão em desfavor de mim mesmo, Alexandre de Moraes. Publique-se, intime-se e faz o ‘L'”.
Atualmente, Walter Delgatti Neto cumpre pena de oito anos e três meses de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ.
Neste mês, Moraes autorizou a progressão do regime fechado para o semiaberto. Já Carla Zambelli segue presa na Itália, onde aguarda decisão sobre sua extradição ao Brasil. A Justiça italiana adiou, pela quarta vez, o julgamento da ex-deputada, na última terça-feira, 20.
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