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Clarissa Tércio obtém direito de resposta contra perfil que a acusou de infiltrar evangélicos na Marcha para Exu

A deputada federal nega a afirmação e classificou o conteúdo como falso.

Ricardo Lélis

11 de setembro de 2026 às 18:48   - Atualizado às 18:48

Deputada federal Clarissa Tércio.

Deputada federal Clarissa Tércio. (Foto: Divulgação)

A deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) obteve na Justiça o direito de resposta contra o perfil “Macumba Ordinária”, após uma publicação nas redes sociais que, segundo a parlamentar, divulgou uma acusação sem fundamento a seu respeito.

O perfil afirmou que Clarissa teria convocado evangélicos para participar da Marcha para Exu com o objetivo de “tirar os demônios do couro dos macumbeiros”. A deputada nega a afirmação e classificou o conteúdo como falso.

A publicação também relacionou a parlamentar a uma suposta utilização da Rádio Novas de Paz para realizar a convocação. Segundo Clarissa, essa informação igualmente não corresponde à realidade.

A deputada afirmou que está afastada de seu programa na emissora durante o período de campanha eleitoral, em cumprimento às regras eleitorais vigentes.

Dessa forma, segundo a versão apresentada por ela, não teria utilizado o espaço na rádio para fazer a convocação atribuída a ela.

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Deputada contesta acusação e recorre à Justiça

Após ser questionado sobre a veracidade das alegações, o perfil manteve a acusação, de acordo com a deputada, mas não apresentou gravação, documento ou fonte que comprovasse o conteúdo publicado.

Diante da situação, Clarissa Tércio recorreu à Justiça para contestar a informação e garantir espaço para apresentar sua versão sobre o episódio. A decisão determinou que o perfil veicule a resposta da parlamentar com o mesmo alcance e destaque da publicação original.

A medida permite que a deputada apresente diretamente ao público sua contestação à acusação divulgada nas redes sociais.

Clarissa lamentou o uso de seu nome na disseminação do que considera uma informação falsa e afirmou defender uma relação de respeito entre pessoas de diferentes crenças. Para a parlamentar, sua fé não deve ser utilizada como instrumento de ataque a outros grupos religiosos.

“Sou evangélica, tenho fé, e jamais usaria minha fé para atacar ninguém. Nenhuma gravação foi apresentada porque essa convocação nunca existiu. Fui à Justiça para garantir que a verdade fosse dita com a mesma força com que a mentira foi espalhada”, afirmou.

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